Neste domingo, milhões de brasileiros irão às urnas escolher seus representantes. E, em meio a campanhas, pesquisas, redes sociais e conversas de família, existe uma coisa que não pode ser esquecida: o voto pertence ao eleitor.
Nos últimos dias, é comum ouvir alguém dizer que é preciso votar no chamado “voto útil”. A expressão costuma ser usada para convencer o eleitor a abandonar sua primeira opção e escolher outro candidato por entender que ele teria mais chances de vencer ou de impedir a vitória de alguém.
Mas o eleitor não é obrigado a transformar seu voto em uma estratégia eleitoral.
Cada pessoa pode analisar os candidatos, conhecer suas propostas, observar suas trajetórias e escolher aquele que, na sua avaliação, melhor representa suas convicções. O voto não precisa ser dado porque o pai pediu, porque a mãe escolheu, porque um amigo indicou ou porque o patrão declarou apoio a determinado candidato.
O mesmo vale para a religião. A orientação de um padre, pastor, pai de santo ou de qualquer outra liderança religiosa pode fazer parte da reflexão de cada cidadão, mas a decisão final continua sendo individual. A urna não pertence à família, à igreja, ao empregador ou ao grupo político. Ela pertence ao eleitor.
Também não existe obrigação de votar em alguém por gratidão. Trabalhar para um candidato, receber uma indicação, ter conseguido uma oportunidade ou ter sido ajudado em determinado momento não transforma o voto em uma dívida.
E existe uma razão muito simples para isso: o voto é secreto. Na cabine de votação, é o eleitor diante da urna. Ninguém precisa saber em quem ele votou.
Por isso, ameaças, cobranças e pressões não deveriam determinar uma escolha que é pessoal. A democracia pressupõe que o cidadão possa escolher livremente.
Isso também exige responsabilidade. Não basta simplesmente escolher alguém porque apareceu muitas vezes na internet. Redes sociais podem trazer informação, mas também podem espalhar notícias falsas, vídeos fora de contexto e informações que não foram verificadas. Antes de decidir, é importante procurar fontes confiáveis e conhecer minimamente aquilo que está sendo defendido por cada candidato.
O voto consciente não significa que todos tenham que chegar à mesma conclusão. Pelo contrário. Em uma democracia, pessoas podem analisar os mesmos fatos e fazer escolhas diferentes.
Talvez essa seja uma das maiores responsabilidades de quem vai à urna: não votar pelo pai, pela mãe, pelo patrão, pelo amigo, pelo líder religioso ou pela pressão de um grupo. E também não votar por medo, obrigação ou gratidão.
Vote em quem você acredita que deve receber o seu voto.
Porque, no momento em que a porta da cabine se fecha, a escolha é somente sua. E é justamente essa liberdade de escolha que dá sentido ao voto.
Nos últimos dias, é comum ouvir alguém dizer que é preciso votar no chamado “voto útil”. A expressão costuma ser usada para convencer o eleitor a abandonar sua primeira opção e escolher outro candidato por entender que ele teria mais chances de vencer ou de impedir a vitória de alguém.
Mas o eleitor não é obrigado a transformar seu voto em uma estratégia eleitoral.
Cada pessoa pode analisar os candidatos, conhecer suas propostas, observar suas trajetórias e escolher aquele que, na sua avaliação, melhor representa suas convicções. O voto não precisa ser dado porque o pai pediu, porque a mãe escolheu, porque um amigo indicou ou porque o patrão declarou apoio a determinado candidato.
O mesmo vale para a religião. A orientação de um padre, pastor, pai de santo ou de qualquer outra liderança religiosa pode fazer parte da reflexão de cada cidadão, mas a decisão final continua sendo individual. A urna não pertence à família, à igreja, ao empregador ou ao grupo político. Ela pertence ao eleitor.
Também não existe obrigação de votar em alguém por gratidão. Trabalhar para um candidato, receber uma indicação, ter conseguido uma oportunidade ou ter sido ajudado em determinado momento não transforma o voto em uma dívida.
E existe uma razão muito simples para isso: o voto é secreto. Na cabine de votação, é o eleitor diante da urna. Ninguém precisa saber em quem ele votou.
Por isso, ameaças, cobranças e pressões não deveriam determinar uma escolha que é pessoal. A democracia pressupõe que o cidadão possa escolher livremente.
Isso também exige responsabilidade. Não basta simplesmente escolher alguém porque apareceu muitas vezes na internet. Redes sociais podem trazer informação, mas também podem espalhar notícias falsas, vídeos fora de contexto e informações que não foram verificadas. Antes de decidir, é importante procurar fontes confiáveis e conhecer minimamente aquilo que está sendo defendido por cada candidato.
O voto consciente não significa que todos tenham que chegar à mesma conclusão. Pelo contrário. Em uma democracia, pessoas podem analisar os mesmos fatos e fazer escolhas diferentes.
Talvez essa seja uma das maiores responsabilidades de quem vai à urna: não votar pelo pai, pela mãe, pelo patrão, pelo amigo, pelo líder religioso ou pela pressão de um grupo. E também não votar por medo, obrigação ou gratidão.
Vote em quem você acredita que deve receber o seu voto.
Porque, no momento em que a porta da cabine se fecha, a escolha é somente sua. E é justamente essa liberdade de escolha que dá sentido ao voto.
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