Auditoria do Governo do Rio identifica que apenas cinco dos mais de 200 bolsistas contratados pela Pesagro-Rio atuavam no órgão

Nova gestão registra economia de mais de R$ 1 milhão no primeiro mês de trabalho


Uma auditoria do Governo do Estado realizada na Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio) constatou que dos 209 bolsistas do órgão apenas cinco deles tinham atuação técnica diretamente vinculada a projetos de pesquisa agropecuária nos centros da instituição. Os demais não trabalhavam efetivamente no órgão e tiveram seus vínculos imediatamente encerrados ou foram convocados para prestar esclarecimentos. Desde maio de 2025, foram pagos mais de R$ 4,7 milhões de reais aos bolsistas em três projetos/programas: o Projeto de Apoio à Defesa Agropecuária, o Programa Agricultura Social e o Programa Lab Solos.

Segundo o relatório, os valores pagos apresentaram variação ao longo dos meses. Os pagamentos começaram a aumentar em maio de 2025, quando totalizaram aproximadamente R$ 143 mil, e atingiram seu ápice em dezembro de 2025, quando ultrapassaram R$ 1 milhão, conforme consta no relatório de auditoria encaminhado pelo Governo do Rio ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e ao Ministério Público do Estado (MPRJ).

As bolsas variavam entre R$ 4 mil e R$ 15 mil. O Projeto de Apoio à Defesa Agropecuária não existe e não faz parte do escopo de projetos da Pesagro-Rio. O Programa Agricultura Social consistia em uma iniciativa de eventos itinerantes vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social. Já o Programa Lab Solos está relacionado ao laboratório de análises de solos localizado no município de Itaperuna, responsável principalmente por análises destinadas às regiões Norte e Noroeste Fluminense, além de atender demandas de outras regiões do Estado do Rio de Janeiro.


Redução no primeiro mês

A Pesagro-Rio registrou, em seu primeiro mês sob nova gestão, uma economia estimada em mais de R$ 1 milhão. As medidas incluem a revisão dos pagamentos de bolsas vinculadas a projetos de pesquisa — que, em novembro e dezembro de 2025, somaram R$ 1.984.000,00 — e a reorganização da frota de veículos, que já gerou redução de R$ 43.469,72 entre 11 de agosto e 11 de setembro.

De imediato, foram devolvidos três veículos de luxo da marca BYD, modelo King DM-i 1.5, alugados, com redução de R$ 18.236,00 mensais, além de corte de R$ 25.233,72 em combustível. O valor de mercado de cada veículo é de aproximadamente R$ 150.000,00.

Segundo a diretora-presidente, Leda Maria Silva Kimura, o objetivo é “reorganizar a empresa para que os recursos estejam onde precisam estar: na pesquisa e no atendimento às necessidades da agropecuária fluminense”. A orientação da nova gestão é revisar despesas, pagamentos, projetos, contratos e estruturas administrativas, buscando maior transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos. Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro



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