Um empresário de 32 anos foi preso na última quarta-feira (10) por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude em financiamentos de veículos investigado pela Polícia Civil em Paraíba do Sul. A prisão aconteceu na BR-040, na altura do município de Areal.
De acordo com as investigações, o suspeito faria parte de um grupo que utilizava documentos e fotografias de pessoas sem autorização para realizar financiamentos fraudulentos de automóveis. As vítimas teriam fornecido seus dados ao participarem de supostos processos seletivos de emprego divulgados na internet.
A investigação teve início após o setor de segurança de uma instituição financeira identificar uma operação considerada suspeita envolvendo o financiamento de um veículo avaliado em R$ 72 mil. A transação estava vinculada às credenciais de uma loja de veículos localizada no Centro de Paraíba do Sul.
Ao apurar o caso, os agentes descobriram que os dados utilizados na negociação pertenciam a uma mulher que desconhecia completamente a operação e afirmou nunca ter solicitado qualquer financiamento.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam documentos e imagens obtidos por meio do falso recrutamento de candidatos a vagas de emprego para realizar financiamentos em nome das vítimas. Em alguns casos, os proprietários dos veículos anunciados sequer sabiam que seus automóveis estavam sendo usados nas negociações.
Durante as buscas, os policiais estiveram em uma das agências envolvidas e ouviram os proprietários do estabelecimento. Conforme a investigação, eles informaram que as credenciais utilizadas para acessar o sistema eram compartilhadas com o empresário investigado.
O suspeito foi localizado em um pedágio da BR-040 e encaminhado para a 107ª Delegacia de Polícia de Paraíba do Sul. Ele vai responder, inicialmente, pelos crimes de fraude em financiamento e associação criminosa.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo e apurar a participação de eventuais colaboradores no esquema. Um inquérito também foi instaurado para aprofundar a investigação sobre outras empresas que possam ter ligação com as fraudes.

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