Controle da doença e atenção aos sinais de alerta são fundamentais para prevenir complicações graves que afetam milhões de brasileiros
O Diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo e exige atenção constante para evitar complicações que podem comprometer significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Entre elas, os problemas circulatórios e as lesões nos pés merecem destaque por estarem entre as principais causas de internações e amputações relacionadas à doença. No Dia Nacional do Diabetes (26/06), especialistas reforçam a importância da identificação de sintomas e do controle da doença.
O diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento da glicose no sangue, o que ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la adequadamente. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é a substância responsável por permitir que a glicose entre nas células e seja utilizada como fonte de energia pelo corpo. Essa condição crônica pode se manifestar de duas formas distintas: tipo 1 (autoimune e congênita) ou tipo 2 (caracterizada pela resistência do organismo à ação da insulina).
Segundo a cirurgiã vascular do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, Dra. Paloma Arêas, o diabetes mal controlado favorece a formação de placas de gordura nas artérias, especialmente nas pernas, abaixo dos joelhos. Esse processo reduz o calibre dos vasos sanguíneos e dificulta a chegada do sangue aos pés, aumentando o risco de lesões, infecções e necrose. "A doença circulatória no diabetes deve ser evitada e diagnosticada o mais precocemente possível para evitar complicações graves como a amputação", alerta a médica.
Além dos impactos na circulação, o diabetes também pode provocar perda gradual da sensibilidade nos pés ao longo dos anos. Essa condição faz com que pequenos machucados, cortes ou queimaduras passem despercebidos pelo paciente, favorecendo o surgimento de feridas que podem evoluir para quadros mais graves.
Outro ponto de atenção é o chamado pé diabético, condição que reúne alterações circulatórias e neurológicas capazes de aumentar consideravelmente o risco de infecções. Quando não tratadas adequadamente, essas infecções podem atingir estruturas mais profundas, incluindo os ossos. "O diabetes mal controlado é uma das principais causas de amputação no nosso país", destaca a Dra. Paloma. Ela explica que tanto a redução do fluxo sanguíneo quanto infecções graves, como a osteomielite (infecção óssea de difícil tratamento) estão entre os fatores que podem levar à perda de membros.
A boa notícia é que grande parte dessas complicações pode ser evitada. O acompanhamento regular com endocrinologista, nutricionista e cirurgião vascular, associado ao controle adequado da glicemia, reduz significativamente os riscos. A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada e a inspeção diária dos pés também fazem parte da rotina preventiva. "É muito importante que o diabético se conscientize da sua doença e realize seu tratamento de forma adequada", reforça a especialista. Ela orienta ainda que familiares participem desse cuidado, ajudando na observação diária dos pés para identificar precocemente qualquer alteração.
Apesar dos desafios, o diagnóstico de diabetes não impede uma vida ativa e saudável. Com acompanhamento médico adequado e adesão ao tratamento, é possível controlar a doença e evitar suas principais complicações. "O Diabetes Mellitus, quando bem controlado, com acompanhamento médico especializado e nutricional, não traz prejuízos à vida do paciente", conclui a Dra. Paloma, do HCNSC. "Viver de forma feliz e saudável é a nossa missão.” Assessoria HCNSC


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