Em comunhão orante solidária compartilho com o nosso grupo Padres da Caminhada a
Nota de repúdio à intervenção norte-americana à Venezuela
e solidariedade com o povo venezuelano
Vejamos a lista de intervenções diretas e indiretas dos EUA nos conflitos mundiais: Japão (6 e 9/8/1945, com bombas atômicas); Coreia do Norte e China (Guerra da Coreia, 1950–1953); Guatemala (intervenções e golpes apoiados pelos EUA em 1954, 1960, 1967–1969); Indonésia (apoio a rebeldes em 1958); Cuba (Invasão da Baía dos Porcos em 1961, entre outras intervenções); Congo/Zaire (intervenção em 1964); Laos (bombardeado de 1964–1973); Vietnã (Guerra do Vietnã, 1961–1973); Camboja (campanhas de bombardeio de 1969–1970); El Salvador e Nicarágua (intervenções e apoio a forças militares nas décadas de 1980); Líbano e Síria (envolvimento militar em 1983, 1984, e novamente a partir de 2014 na Síria); Líbia (bombardeios em 1986, 2011, e 2015); Irã (confrontos navais em 1987 e operações falhadas em 1980); Panamá (invasão em 1989); Iraque (Guerra do Golfo em 1991, subsequentes zonas de exclusão aérea, e a Guerra do Iraque de 2003-2011, seguida de intervenção contra o Estado Islâmico); Kuwait (Guerra do Golfo em 1991); Somália (intervenções em 1993, 2007–2008, e operações contínuas); Bósnia e Herzegovina (bombardeios em 1994, 1995 como parte da operação da OTAN) Sudão (ataques com mísseis de cruzeiro em 1998); Afeganistão (ataques em 1998 e a Guerra do Afeganistão de 2001–2021); Iugoslávia/Kosovo (campanha de bombardeio da OTAN em 1999); Iêmen (ataques com drones e operações militares contínuas desde 2002); Paquistão (ataques com drones e operações desde 2003).
No Continente Latino-Americano e Caribenho são inúmeras as participações dos EUA em Golpes de Estado em diversos países. Foram incontáveis as ditaduras promovidas e sustentadas entre nós como: Paraguai com Stroessner, Chile com Pinochet, Argentina com Ongania, Levingston, Lanusse, Videla, Viola, Galtieri e Bignone; Uruguai com Bordaberry, Méndez, Alvarez, Demicheli e Addiego; Brasil com Castelo Branco, Costa e Silva, Geisel e Figueiredo; e um caso emblemático é o de Porto Rico, que não se transformou em novo Estado norte-americano, e tampouco tem soberania plena, mas funciona verdadeiramente como colônia norte-americana.
Em nosso país, mais recentemente, a intervenção se deu no campo econômico, por meio do tarifaço, e no campo político, com a aplicação da Lei Magnitsky em membros do judiciário brasileiro.
Endossamos a perspectiva do Papa Francisco, em sua entrevista em 2022 à Telam, agência de notícias da Argentina: "A América Latina ainda está nesse caminho lento de luta, do sonho de San Martin e Bolívar pela união da região. A região foi vítima e será vítima até hoje até que se liberte completamente dos exploradores imperialistas. Não precisa mencioná-los porque são tão óbvios que todo mundo vê. A América Latina será vítima até que se libertar do imperialismo"
O atual ataque norte-americano à Venezuela gera um clima de instabilidade em todo o nosso Continente. Só nos resta a união entre os países ainda livres da América Latina e Caribe para dizermos um alto e forte não à intervenção Norte-Americana em Venezuela, pois todos fazemos parte de um projeto de Pátria Grande livre e Soberana!
Padres da Caminhada Brasil - 2026
Medoro, irmão menor-padre pecador

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