Festejamos nesses dias o padroeiro de nossa cidade e também de Diocese de Valença. O 20 de janeiro não é apenas mais um dia, mas um território simbólico. A festa do nosso padroeiro é umdesses instantes raros em que o tempo parece suspenso. O coração humano renova a pergunta mais antiga: para onde caminhamos?
A tradição cristã responde com uma afirmação que atravessa séculos: o tempo pertence a Deus. Ele é o Senhor da história, Aquele que guia, sustenta e acompanha cada etapa do caminho humano. Quando festejamos São Sebastião, celebramos mais do que o fechamento de um ciclo cronológico; celebramos a confiança de que nossa vida está ancorada em mãos seguras.
Nossa festa, nessa perspectiva, não é apenas expectativa, mas bênçãos. A liturgia de São Sebastião proclama sobre o povo a antiga benção sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te conceda a paz”. É uma das palavras mais antigas da tradição bíblica, e justamente por isso, das mais atuais. Ela recorda que cada festa de padroeiro não é um salto no desconhecido, mas a certeza de que Deus caminha conosco.
Em uma cultura marcada pela velocidade e pela ansiedade, esses dias costumam ser vividos como correria, ruído e fogos de artifício. Mas há uma dimensão mais profunda que merece ser recuperada. O tempo não é um adversário a ser vencido nem uma corrida contra o relógio. O tempo é dom — espaço onde Deus nos fala, nos provoca, nos desperta e nos cura. A nossa celebração, então, é menos uma fuga e mais um convite: entrar no ritmo de Deus, que não é o da pressa, mas o da fidelidade. São Sebastião, exemplar para todos nós!
Ao entrar numa festa, muitos percebem feridas, perdas, promessas não cumpridas, medos que se arrastaram no quotidiano. Mas é justamente nesse ponto que a fé cristã se revela surpreendente: nada está perdido. O Deus que entrou na história como criança em Belém continua a entrar nos pequenos gestos de cada dia. Ele é o Deus dos recomeços, o Deus que transforma fracassos em sementes e esperas em horizontes. A história — pessoal ou coletiva — nunca está fechada enquanto Deus está nela.
Por isso a Festa de São Sebastião traz consigo uma responsabilidade espiritual: escolher como viver o tempo que se abre. O cristão é chamado a atravessar os dias com uma esperança ativa, comprometida com o bem comum, com a justiça e com a paz, como viveu e testemunhou o nosso mártir. É assim que o tempo se torna fecundo; é assim que o cotidiano ganha densidade e significado. Deus não nos convida a apenas esperar um tempo melhor, mas a construir, com Ele, um tempo mais humano,
As bênçãos que coroaram nossas festascontinuam ecoando quando os fogos se apagam e as festas se dispersam. Elas acompanham quem retorna ao trabalho, quem enfrenta desafios, quem recomeça silenciosamente. É uma bênção que se mistura com o suor, o esforço, a ternura, o perdão e a alegria possível de cada homem e mulher. Deus continua acreditando na humanidade. Não caminhamos sós.
Que a partir dessa festa esse ano, com a intercessão de São Sebastião, seja vivido assim: com os pés firmes na terra e o coração atento ao Deus que faz novas todas as coisas. Que o tempo seja habitado com sabedoria. E que a história, que tantas vezes parece pesada, seja iluminada pela certeza de que o Senhor do tempo a conduz com amor. Recomeçar nas mãos de Deus! São Sebastião, rogai por nós!
A tradição cristã responde com uma afirmação que atravessa séculos: o tempo pertence a Deus. Ele é o Senhor da história, Aquele que guia, sustenta e acompanha cada etapa do caminho humano. Quando festejamos São Sebastião, celebramos mais do que o fechamento de um ciclo cronológico; celebramos a confiança de que nossa vida está ancorada em mãos seguras.
Nossa festa, nessa perspectiva, não é apenas expectativa, mas bênçãos. A liturgia de São Sebastião proclama sobre o povo a antiga benção sacerdotal: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te conceda a paz”. É uma das palavras mais antigas da tradição bíblica, e justamente por isso, das mais atuais. Ela recorda que cada festa de padroeiro não é um salto no desconhecido, mas a certeza de que Deus caminha conosco.
Em uma cultura marcada pela velocidade e pela ansiedade, esses dias costumam ser vividos como correria, ruído e fogos de artifício. Mas há uma dimensão mais profunda que merece ser recuperada. O tempo não é um adversário a ser vencido nem uma corrida contra o relógio. O tempo é dom — espaço onde Deus nos fala, nos provoca, nos desperta e nos cura. A nossa celebração, então, é menos uma fuga e mais um convite: entrar no ritmo de Deus, que não é o da pressa, mas o da fidelidade. São Sebastião, exemplar para todos nós!
Ao entrar numa festa, muitos percebem feridas, perdas, promessas não cumpridas, medos que se arrastaram no quotidiano. Mas é justamente nesse ponto que a fé cristã se revela surpreendente: nada está perdido. O Deus que entrou na história como criança em Belém continua a entrar nos pequenos gestos de cada dia. Ele é o Deus dos recomeços, o Deus que transforma fracassos em sementes e esperas em horizontes. A história — pessoal ou coletiva — nunca está fechada enquanto Deus está nela.
Por isso a Festa de São Sebastião traz consigo uma responsabilidade espiritual: escolher como viver o tempo que se abre. O cristão é chamado a atravessar os dias com uma esperança ativa, comprometida com o bem comum, com a justiça e com a paz, como viveu e testemunhou o nosso mártir. É assim que o tempo se torna fecundo; é assim que o cotidiano ganha densidade e significado. Deus não nos convida a apenas esperar um tempo melhor, mas a construir, com Ele, um tempo mais humano,
As bênçãos que coroaram nossas festascontinuam ecoando quando os fogos se apagam e as festas se dispersam. Elas acompanham quem retorna ao trabalho, quem enfrenta desafios, quem recomeça silenciosamente. É uma bênção que se mistura com o suor, o esforço, a ternura, o perdão e a alegria possível de cada homem e mulher. Deus continua acreditando na humanidade. Não caminhamos sós.
Que a partir dessa festa esse ano, com a intercessão de São Sebastião, seja vivido assim: com os pés firmes na terra e o coração atento ao Deus que faz novas todas as coisas. Que o tempo seja habitado com sabedoria. E que a história, que tantas vezes parece pesada, seja iluminada pela certeza de que o Senhor do tempo a conduz com amor. Recomeçar nas mãos de Deus! São Sebastião, rogai por nós!
Medoro, irmão menor-padre pecador

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