“Companheiro tentou ocultar o corpo de várias formas”, diz delegado sobre morte de mulher trans em Três Rios




A morte da mulher trans Kemilly Bittencourt, moradora do bairro Vila Isabel, teve novos detalhes divulgados neste sábado (3) pela Polícia Civil. 

Segundo o delegado adjunto da 108ª DP, Gustavo Menini, o crime ocorreu dentro da casa do autor, no bairro Santa Terezinha, após uma discussão, e foi seguido por uma série de tentativas de ocultação do corpo.

De acordo com Menini, durante o desentendimento, o homem aplicou um golpe de imobilização em Kemilly até que ela perdesse a consciência. 

Em seguida, ele desferiu uma facada no pescoço da vítima, que morreu ainda no local. O corpo permaneceu na residência por cerca de duas horas antes de ser removido.

“O que ficou claro para a investigação é que houve uma tentativa reiterada de ocultar o crime”, afirmou o delegado. Conforme a apuração, o autor colocou o corpo no porta-malas de um carro e seguiu até a região do bairro Habitat, com a intenção de jogar o veículo no rio, o que não conseguiu.


Ainda segundo a polícia, após a tentativa frustrada, o homem retirou o corpo do carro e tentou esquartejá-lo com um machado, mas também não teve sucesso.

 Ele então levou a vítima para uma área de mata, caminhou alguns metros para dentro do terreno e cobriu o corpo com galhos e vegetação.

A perícia foi acionada e realizou os procedimentos no local onde o corpo foi deixado. Um machado e a faca usada no crime foram apreendidos. “Os objetos mencionados no depoimento foram localizados e recolhidos para análise”, disse Menini.

O autor se apresentou à delegacia após o crime e permanece preso. A Polícia Civil segue com as investigações para concluir o inquérito e esclarecer todos os detalhes do caso.

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