Morador de Paraíba do Sul é autor de um dos enredos mais elogiados do Grupo Especial carioca

Pesquisador também atua na Nenê em SP e na autoria do enredo do Bambas do Ritmo


O enredista Diego Araújo (à dir.) e o carnavalesco Mauro Quintaes

Redação

Graduado em Museologia e apaixonado por carnaval, o carioca Diego Araújo, 35 anos, morador do bairro Bela Vista, em Paraíba do Sul, é autor de um dos enredos mais elogiados do carnaval desse ano do Grupo Especial carioca. "Lunário Perpétuo: A profética do saber popular”, é o tema da Unidos do Porto da Pedra, escola de samba de São Gonçalo que vai abrir os desfiles neste domingo (11), na Marquês de Sapucaí.

O almanaque "Lunário Perpétuo", escrito na Espanha, remete à Era medieval, mais precisamente ao século XIV. A publicação chegou ao Brasil dois séculos depois com escritos que são verdadeiros guias para os saberes da medicina, da agricultura e da pecuária, sendo muito comum na sociedade da época, já que os livros impressos ganhavam maior difusão graças ao advento da prensa tipográfica de Guttemberg, passando a alcançar não só a classe mais abastada, como também os segmentos mais pobres da sociedade.

Segundo o folclorista Câmara Cascudo, autor do Dicionário do Folclore brasileiro, o 'Lunário Perpétuo' foi o livro mais lido pelo povo nordestino por mais de 200 anos.

Trajetória vitoriosa

A trajetória como enredista, do carioca criado entre Paraíba do Sul e Três Rios, começou no Bom das Bocas, em 2011, no enredo “No balançar dos balangandãs... A Verde e Branco é jóia rara”.

Ano passado, Diego Araújo foi autor do enredo "O Poder da Comunicação - Império, o Mensageiro das Emoções", assinado por ele e desenvolvido pelos carnavalescos Mauro Quintaes e Leandro Barboza, na escola de samba do Grupo Especial paulistano, Império de Casa Verde. Ainda no carnaval paulistano, Diego reescreveu o enredo “Narciso Negro” (de 1997), apresentado pela tradicional escola de samba Nenê de Vila Matilde, no Grupo de Acesso II, também no ano passado.

No Rio, em 2023, o enredista reescreveu o enredo reeditado pela escola de samba Em Cima da Hora, que apresentou o tema “33 - Destino Dom Pedro II”, na Série Ouro. Como fez em São Paulo, Diego fez os textos de justificativa, sinopse e setorização. O enredo sobre o trem que sai de Japeri com destino à Central do Brasil foi apresentado em 1984.

Diego faz questão de lembrar de sua participação no carnaval carioca, com vitória, em 2013, quando fez o enredo da Império da Tijuca (Negra, Pérola Mulher), campeão do então Grupo de Acesso A, ao lado do carnavalesco Junior Pernambucano. No ano seguinte ele fez o enredo “BatuK”, quando a escola desfilou no Grupo Especial.

Em Três Rios, além do Bom das Bocas, o enredista já fez enredo para o Bambas do Ritmo, inclusive o tema “Mokambo”, em 2023.

Esse ano, além do Porto da Pedra, Diego Araújo é autor do enredo da Nenê de Vila Matilde (Cirandando a Vida de Lá e pra Cá! Sou Lia, Sou Nenê, Sou de Itamaracá) e também do Bambas do Ritmo (Salve Jorge! O Cavaleiro da Capa Encarnada), junto com o carnavalesco Vitor Matheus.

Imagem: Ana Victória/ Divulgação GRESUPP



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