O maior legado

Acho que não estão nas 117 páginas, onde se encontram as 50 crônicas selecionadas, em meio às 68 que, confesso, escrevi durante a pandemia, o maior legado do nosso novo livro.

Nossa contribuição, quem sabe, de auto ajuda, foi revelar que mesmo não tendo uma editora ao lado, você será capaz de escrever um livro.

Claro, se você acreditar que ele irá deixar uma contribuição qualquer à sociedade.

Escrevi, tive a ideia da capa, finalizada pela arte do amigo Ulisses Araujo, e solicitei a autorização ao Museu da Pelada, para ter seu carimbo de qualidade. Procurei uma gráfica, a Boa União e selecionei quais crônicas entrariam.

Perturbei meu ex-treinador, Carlos Alberto Parreira, para nos apresentar na contra capa e convidei o jornalista Sergio Pugliese para escrever o prefácio. E acompanhei cada etapa da produção.

Escrevi os panfletos e encomendei um banner junto aos exemplares, pagos do próprio bolso. Depois, procurei e negociei os locais em que os lançaria: Livraria Favorita, Três Rios, Restaurante Dom Hélio, no Fluminense FC, e no Bordeaux, em Itaipava.

A seguir, postei os convites pelas redes sociais e liguei para parentes e amigos, além de panfletar pelas ruas e ir às rádios falar a respeito.

Com esse, já serão 8 livros, 4 filhos e uma árvore, um Ipê que plantei, com a ajuda do Canaleta, nos jardins do CAER.

Enfim, os nossos desejos, nossas aspirações, no meu caso, ocupar um lugar respeitado na literatura esportiva do país, não caem do céu.

O maior legado, acredito, de "Confesso que escrevi", foi confessar que lutei para publicá-lo. Que descruzei os braços para transformar um outro sonho em realidade.

Agora é a vez de vocês me ajudarem prestigiando os lançamentos. Porque autografar o livro para mim mesmo seria um péssimo exemplo de auto ajuda.

Seria o fim da picada.

Por José Roberto Padilha
Imagem: Reprodução

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