Paraíba do Sul enfrenta crise na saúde pública


A cidade de Paraíba do Sul vem enfrentando um grande problema em relação à saúde pública. Desde que assumiu o executivo municipal, a atual gestão já realizou duas trocas do nome à frente da principal pasta de qualquer governo, em plena pandemia da covid-19.

Em janeiro deste ano, o ex-vereador da cidade de Três Rios, o fisioterapeuta Juarez de Souza, assumiu o comando da Secretaria de Saúde da Paraíba do Sul, mas em abril pediu exoneração e foi substituído por Alessandra da Silva Ferreira, que foi titular na mesma pasta, em Três Rios, durante o governo do ex-prefeito Josimar Salles.

Alessandra esteve à frente da secretaria por menos de quatro meses, sendo exonerada pela prefeita Dayse Onofre, e substituída por Ana Carolina Borges Vasconcelos, que está à frente da pasta, interinamente, desde então.

A troca de comando da importante secretaria retrata o que tem vivido a população sul-paraibana, que tem reclamado com frequência do descaso do poder público com o direito constitucional à saúde pública, gratuita e de qualidade.

“Minha neta esperou por oito meses para fazer um exame de sangue, não conseguimos e tivemos que pagar. Isso é uma vergonha”; “Falta médico nos PSF, tem uma ou duas vezes na semana”; “Só tem uma ambulância para transporte de pacientes, e uma ambulância para o SAMU”; comentaram alguns moradores, em uma publicação do Jornal Página 8, no Facebook.

Outra moradora relatou nos comentários um episódio, em que levou sua filha ao hospital da cidade, com alergia, toda empolada, e a médica que a atendeu mostrou despreparo e apenas medicou a criança com um antitérmico e liberou.

“Aí da minha filha se não fosse a UPA de Três Rios para conseguir uma receita de um antialérgico e solucionar o problema a tempo”, finalizou a mãe.

“Cadê os remédios que a mesma (Dayse Onofre) disse que em 15 dias chegava?”, disse uma moradora da cidade, que informou que nas Unidades Básicas de Saúde do município têm sido recorrente a falta de medicamentos.

A Lei 8.080 de setembro de 1990, que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), determina que é direito de todo cidadão brasileiro o acesso à assistência terapêutica integral, seja através de medicamentos, ou outros produtos necessários para tratamento de diferentes fases de doenças e agravamentos à saúde.

Em âmbito municipal, é de responsabilidade dos gestores municipais de saúde e do Conselho Municipal de Saúde, o fornecimento desses medicamentos e demais insumos.

De acordo com o apurado, estão em falta no município de Paraíba do Sul remédios que são tidos pelo Ministério da Saúde, através da RENAME – Relação de Nacional de Medicamentos Essenciais –, como fundamentais para a atenção básica em saúde. Tais como: Ivermectina, Atenolol, Ácido Acetilsalicílico (ASS), Omeprazol, Metronidazol, Metformina, Prednisolona, Amoxilina, Nistativa, Sinvastativa, Dipirona, Sulfato Ferroso, entre outros.

Alguns desses medicamentos são essenciais para pessoas que tratam doenças crônicas, como diabetes e pressão alta, e fazem uso contínuo desses fármacos.



A Secretaria de Saúde de Paraíba do Sul tem enfrentado ainda, um problema com a frota de veículos, que estão quebrados, danificados ou em situação irregular.

Há também, o relato de falta de especialistas e demais funcionários em algumas unidades de saúde do município.

A população tem feito um apelo à prefeita Dayse Onofre, para que a situação da saúde pública do município seja vista com a prioridade que lhe cabe.

“Do que adianta a estética da cidade bonita sendo que o mais importante está sendo deixado de lado?”, disse uma moradora sul-paraibana.

Imagens: Reproduçãofull-width

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