Três Rios perdeu a paciência. Não a esperança



Não foram uma ou duas edições. Essa já é a 36* aparição do Criança Esperança e, nunca na história das nossas entidades beneficentes, qualquer recurso lhes foi repassado.

Desconfiava disso . E, pessoalmente, procurei as gestoras das secretarias de promoção social, em diversos governos, para saber se receberam qualquer recurso. E as respostas eram sempre não.

Mesmo a APAE, para a qual convergem a maioria das doações, ainda não recebeu um só tostão dentre os milhares de reais que são doados ao programa.

Palavras do seu Presidente de Honra, Elder Azara.

As milhares de doações, que exigem tanta burocracia que aqueles que mais precisam mal sabem passar da primeira linha, vão acabar nas mãos dos que tem mais recursos. Dominam os atalhos que sempre beneficiam os mesmos.

A panelinha global,da qual orbitam seus maiores parceiros, como a Fundação Gol de Letra, do Rai e Leonardo, o Instituto Ayrton Senna, o Projeto Reação, do Flavio Canto, dentre poucos.

Isto sem falar da Xuxa, do Renato Aragão.

Então, meu povo, chega. Três Rios tem crianças talentosas cheias de esperanças, como João Arthur Brum, que elevou nosso nome do The Voice.

A Sofia, de Bemposta, que está dando um show no YouTube, vai longe na televisão, e estréia, hoje, sua série Aventuras na Fazenda, no Canal 6 NetTV, com a família se virando com rifas e a ajuda dos amigos para comparecer as gravações.

Fora tantas mães cujos filhos treinam em Xerém, no Ninho do Urubi, e elas andam de pires nas mãos levantando dinheiro para que seus filhos comprem as passagens para irem até lá brigar pelos seus sonhos.

Isto, claro, sem citar as crianças carentes que estão pelos sinais vendendo balas, e cujos sinais a aldeia global, elitizada, não consegue captar. Muito menos ajudar.

Essas, sim, são nossas esperanças. Não ligue para a Globo. Há muito não é uma emissora confiável. Nem pela esquerda, nem pela direita.

Erra o coração da sua gente, mas acerta sempre no bolso dos seus escusos interesses.

Criança Esperança Trirriense.

Vamos?

Por José Roberto Padilha

1 Comentários

  1. Concordo. Antes de sair por aí distribuindo dinheiro para estranhos, vá na sua cidade conhecer as instituições que lutam para se manter e ajudar os necessitados. Três Rios está enfrentando uma fase difícil, com muita fome, moradores de rua por todo lado, desemprego... Mas é mais fácil fazer uma simples ligação e acreditar que está ajudando alguém!

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