Caminhos para a Paz – Parte II


No artigo anterior falei um pouco de como não é incomum perceber pessoas perdidas em si mesmas e na vastidão da existência. Mencionei como muitos aprofundam-se na falta de paz. Para refletir a respeito dos altos e baixos da existência humana, compartilho o poema “Caminhos para a Paz”, poema de minha autoria.

Caminhos para a Paz

A noite sombria descortina-se e duela com a luz do dia.

No turbilhão caótico de frisson fugaz,

acostumados a tudo querer, a falar e a interpretar rápido demais

é cada vez mais difícil encontrar-se com a paz

e com quem faça bom uso dos ouvidos e de todos os sentidos.

A vida é uma maçã mordida nos ensinando que não somos tão pequenos, nem gigantes,

somos caminhantes feitos de instantes.

Somos chama, vela e pavio

num universo que é um estampido do espaço vazio.

Por entre as pedras às vezes surgem as mais belas flores,

e até mesmo as dores nos ensinam a procurar a paz.

Apenas o amor e a paz certos nós desfaz.

A humanidade é um imenso submarino num porta retrato.

Fundamento temporal. Futuro, presente e passado.

Às vezes me perco e me acho entre os altos e baixos.

Existem caminhos, não atalhos.

Descortino-me. Desconstruo. Padeço. Liquefaço.

Refaço. Renasço. Transito. Passo...

Não sou de ferro, muito menos de aço.

Abro-me nos braços de um mundo aprendiz

e reaprendo o significado da palavra raiz,

verdadeira origem da paz.


Seja forte e corajoso. Não se apavore nem desanime.

Imagem: Michel Kwan – Pixabay

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