TRE-RJ define urnas que serão auditadas e emite zerésima do sistema de totalização neste sábado

Cerimônias abertas ao público acontecem na sede do Tribunal, no Centro do Rio; jornalistas devem solicitar credenciamento até as 15h de sexta-feira (23)


Redação

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizará neste sábado (24), véspera do segundo turno das Eleições Gerais de 2026, duas cerimônias relacionadas à fiscalização e à transparência do processo eleitoral. Pela manhã, uma audiência pública definirá as urnas eletrônicas que passarão por procedimentos de auditoria. Às 13h, será realizada a emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot), que comprova a ausência de votos computados no banco de dados do sistema antes do recebimento e processamento dos resultados da votação.

A audiência pública para a definição das urnas começará às 8h, no Plenário do Palácio da Democracia, sede do TRE-RJ, na Rua da Alfândega, 42, Centro do Rio de Janeiro. O evento será transmitido ao vivo pelo canal oficial do Tribunal no YouTube.

Durante a audiência, serão definidas as 43 seções eleitorais cujas urnas passarão por procedimentos de auditoria nas Eleições Gerais de 2026. Também será escolhida a seção eleitoral da eleição suplementar de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, cuja urna será submetida ao Teste de Integridade. As seções poderão ser sorteadas ou indicadas por partidos políticos e demais entidades fiscalizadoras habilitadas a acompanhar o processo.


Três modalidades de auditoria

Das 43 urnas destinadas à auditoria das eleições gerais, 31 passarão pelo Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, no domingo (25), durante o horário de votação. O procedimento será realizado na Sala de Sessões do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Outras duas urnas serão escolhidas entre os equipamentos instalados na Fundação Getulio Vargas (FGV) e passarão pelo Teste de Integridade com Biometria. As 10 urnas restantes serão submetidas ao Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, que verifica os sistemas instalados nos equipamentos selecionados, na própria seção eleitoral, antes do início da votação.

Os procedimentos integram as medidas de fiscalização do sistema eletrônico de votação e buscam assegurar a transparência das etapas do processo eleitoral.


Zerésima do sistema de totalização


A segunda cerimônia está marcada para as 13h de sábado (24), no Auditório do Palácio da Democracia, localizado no primeiro andar da sede do TRE-RJ, na Rua da Alfândega, 42, Centro.

A emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot) atesta que não há votos computados no banco de dados do sistema antes do início do recebimento e do processamento dos resultados eleitorais, conforme estabelece o artigo 226 da Resolução TSE nº 23.751/2026.

O Sistot é responsável por receber e processar os Boletins de Urna (BUs) e gerenciar a totalização dos resultados das eleições. A cerimônia permite verificar as condições iniciais do sistema antes do processamento dos resultados do segundo turno.

A zerésima do sistema de totalização não deve ser confundida com a emitida pelas urnas eletrônicas. No caso das urnas, o relatório é impresso pelo próprio equipamento antes do início da votação e comprova que não há votos registrados naquela urna. Já a zerésima do Sistot demonstra que o banco de dados do sistema responsável pelo recebimento dos boletins e pela totalização dos resultados não possui votos computados antes do processamento.

Por se tratar de um ato público, a cerimônia poderá ser acompanhada por representantes de partidos políticos, federações partidárias e coligações, além de integrantes de entidades fiscalizadoras, como o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), jornalistas e demais pessoas interessadas.


Entidades podem acompanhar a fiscalização

Entre as instituições autorizadas a acompanhar as etapas de fiscalização do processo eleitoral estão partidos políticos, federações e coligações; OAB; Ministério Público; Defensoria Pública; Congresso Nacional; Controladoria-Geral da União (CGU); Polícia Federal; Sociedade Brasileira de Computação; Conselho Federal de Engenharia e Agronomia; Conselho Nacional de Justiça; Conselho Nacional do Ministério Público; Tribunal de Contas da União; Confederação Nacional da Indústria, demais integrantes do Sistema Indústria e entidades corporativas pertencentes ao Sistema S.

Também podem participar entidades privadas brasileiras sem fins lucrativos, com atuação reconhecida na fiscalização e na transparência da gestão pública, credenciadas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de departamentos de tecnologia da informação de universidades credenciadas.

Os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação estão previstos na Resolução TSE nº 23.673/2021. Com informações da Seção de Jornalismo do TRE-RJ

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