Ontem, 15 de outubro, comemoramos o Dia dos Professores. Mais do que uma data no calendário, é uma oportunidade de reconhecer a importância de pessoas que, muitas vezes, vão muito além de ensinar uma matéria. São profissionais que participam da nossa formação, despertam curiosidades, apresentam novos caminhos e ajudam a construir a sociedade em que vivemos.
Quando penso nos professores que passaram pela minha vida, percebo que algumas lembranças permanecem vivas mesmo depois de tantos anos. E acredito que muita gente também tenha alguém de quem se recorda com carinho, seja pela paciência, pelo incentivo, por uma palavra no momento certo ou simplesmente pela maneira como aquela pessoa tornou o aprendizado especial.
Lembro, por exemplo, da Tia Guiomar, que me deu aula na pré-escola, no Colégio Estadual Dr. Valmir Peçanha, em Vila Isabel, em Três Rios. O tempo passou, cresci e segui outros caminhos, mas ela continua fazendo parte da minha história. Até hoje, quando nos encontramos, conversa comigo com o mesmo carinho. É bonito perceber que o vínculo construído na infância pode atravessar tantos anos.
Também me lembro do professor Amadeu Guedes, de Língua Portuguesa, que me deu aulas no Colégio Estadual Moacyr Padilha, no Vocacional, e de outros mestres que encontrei ao longo da minha trajetória. Na Faculdade de Comunicação Social Antonio Carlos da Hora, tive o privilégio de aprender com o saudoso Milton Coelho da Graça, entre tantos outros professores que deixaram suas marcas. Eram profissionais que compartilhavam não apenas o conhecimento acadêmico, mas também suas experiências de vida. São lembranças de momentos diferentes, mas que mostram como um professor pode contribuir para a formação de quem nos tornamos.
Mais tarde, já na Faculdade de Direito, tive o privilégio de aprender com grandes mestres, como o professor Tiago Duque, a professora Cláudia Abbud, Sérgio Souza e Frederico Pereira, entre tantos outros que fizeram parte da minha formação acadêmica e pessoal. Cada etapa trouxe novos conhecimentos, desafios e maneiras de compreender o mundo. Olhando para trás, percebo que a educação não se resume ao conteúdo apresentado em sala de aula. Ela também está nas perguntas que aprendemos a fazer, nas ideias que passamos a questionar e na capacidade de enxergar a realidade por diferentes perspectivas.
Mas a minha trajetória não foi construída apenas dentro das salas de aula. Se hoje valorizo tanto a educação, também preciso reconhecer a importância dos meus pais, Carlos e Mônica, que sempre me incentivaram a estudar e buscar conhecimento. O apoio da família faz diferença na vida de uma criança e de um jovem. Nem sempre os pais podem oferecer todas as oportunidades que gostariam, mas incentivar os filhos a aprender, despertar a curiosidade e mostrar o valor do conhecimento são formas de abrir portas que podem transformar uma vida inteira.
Lembro de quantas vezes caminhei a pé da minha casa, na Morada do Sol, até o morro onde funcionava a antiga Faetec, para fazer os diversos cursos oferecidos. Naquele momento, talvez eu não tivesse a dimensão de quanto aquelas experiências seriam importantes para o meu futuro. Hoje, reconheço o quanto contribuíram para a minha formação e para que eu me tornasse um profissional com conhecimentos em diferentes áreas, sempre disposto a aprender algo novo.
E existe um detalhe nessa história que considero fundamental: muitas vezes, tudo começa com um professor. Basta alguém explicar um assunto de uma maneira diferente, despertar uma curiosidade ou ensinar algo que, aparentemente, é pequeno para que aquele conhecimento nos acompanhe por toda a vida. Uma lição aprendida em um curso pode se tornar uma ferramenta de trabalho anos depois, ajudar a resolver um problema ou até abrir uma oportunidade que antes não existia.
É por isso que acredito que a educação precisa ser valorizada dentro e fora da escola. O professor tem um papel essencial, mas o incentivo dos pais, o acesso a oportunidades e o esforço de quem deseja aprender também fazem parte dessa construção. Quando família e escola caminham juntas, as possibilidades de uma criança descobrir suas capacidades se tornam muito maiores.
Agora, tenho a oportunidade de acompanhar esse processo de um lugar completamente diferente: o de pai.
Minha filha Ninah está dando seus primeiros passos na escola, começando a descobrir um mundo muito maior do que aquele que conhece em casa. Tenho observado sua evolução, suas novas descobertas e as pequenas conquistas que, para uma criança, representam grandes avanços. Acompanhar esse desenvolvimento me faz compreender ainda mais a importância dos profissionais que estão ao lado dela nessa fase tão especial.
É como se eu estivesse vendo o começo de uma história que também vivi. A criança que fui, os professores que encontrei e o adulto que me tornei se encontram, de alguma forma, nesse novo capítulo da minha vida.
E é justamente por isso que acredito que valorizar os professores precisa ser mais do que uma homenagem em outubro. É necessário reconhecer o trabalho desses profissionais durante todo o ano, respeitar sua atuação, oferecer condições dignas de trabalho, investir em formação e garantir que a educação seja tratada como uma prioridade.
Vivemos um tempo em que a confiança nas instituições é frequentemente questionada, em que a ciência é alvo de desinformação e em que o conhecimento, muitas vezes, disputa espaço com opiniões apresentadas como verdades absolutas. Nesse cenário, o papel do professor se torna ainda mais importante.
Ensinar não é apenas transmitir informações. É ajudar o aluno a desenvolver o pensamento crítico, a interpretar o que lê, a reconhecer informações falsas, a respeitar as diferenças e a construir suas próprias conclusões. Uma sociedade que valoriza a educação forma cidadãos mais preparados para participar da vida pública, compreender seus direitos, cumprir seus deveres e contribuir para o desenvolvimento coletivo.
Isso não significa colocar o professor em um pedestal ou ignorar os desafios que existem dentro das escolas. Significa compreender que a educação é uma construção coletiva, na qual professores, famílias, estudantes e poder público têm responsabilidades. Nenhuma sociedade pode esperar resultados extraordinários da educação se não oferecer aos seus profissionais o respeito e as condições necessárias para realizar esse trabalho.
Talvez nem todos os professores tenham dimensão do impacto que causam. Uma explicação que parece simples pode despertar uma vocação. Um incentivo pode ajudar um estudante a não desistir. Uma aula pode abrir as portas para uma profissão que aquela criança sequer imaginava existir. E, muitas vezes, o reconhecimento só chega muitos anos depois, quando o antigo aluno olha para a própria trajetória e percebe quantas pessoas contribuíram para que ele chegasse até ali.
Por isso, minha homenagem é à Tia Guiomar, ao professor Amadeu Guedes, ao saudoso Milton Coelho da Graça, aos professores que encontrei na Comunicação Social, ao professor Tiago Duque, à professora Cláudia Abbud, a Sérgio Souza, a Frederico Pereira e a todos os educadores que fizeram parte da minha caminhada. É também as profissionais que hoje acompanham a Ninah e a tantos outros professores que, todos os dias, ajudam crianças e jovens a descobrir suas possibilidades.
Afinal, antes de qualquer profissão, existe um professor que participou da nossa formação. Antes de um médico, de um advogado, de um jornalista, de um cientista ou de qualquer outro profissional, existe alguém que ajudou a ensinar os primeiros passos dessa jornada.
Os professores passam pela nossa vida, mas aquilo que nos ensinam permanece. Valorizar esses profissionais é reconhecer que o futuro de uma sociedade começa na sala de aula, nas primeiras descobertas e nas mãos de quem acredita que ensinar é também ajudar alguém a descobrir tudo aquilo que pode se tornar.
Quando penso nos professores que passaram pela minha vida, percebo que algumas lembranças permanecem vivas mesmo depois de tantos anos. E acredito que muita gente também tenha alguém de quem se recorda com carinho, seja pela paciência, pelo incentivo, por uma palavra no momento certo ou simplesmente pela maneira como aquela pessoa tornou o aprendizado especial.
Lembro, por exemplo, da Tia Guiomar, que me deu aula na pré-escola, no Colégio Estadual Dr. Valmir Peçanha, em Vila Isabel, em Três Rios. O tempo passou, cresci e segui outros caminhos, mas ela continua fazendo parte da minha história. Até hoje, quando nos encontramos, conversa comigo com o mesmo carinho. É bonito perceber que o vínculo construído na infância pode atravessar tantos anos.
Também me lembro do professor Amadeu Guedes, de Língua Portuguesa, que me deu aulas no Colégio Estadual Moacyr Padilha, no Vocacional, e de outros mestres que encontrei ao longo da minha trajetória. Na Faculdade de Comunicação Social Antonio Carlos da Hora, tive o privilégio de aprender com o saudoso Milton Coelho da Graça, entre tantos outros professores que deixaram suas marcas. Eram profissionais que compartilhavam não apenas o conhecimento acadêmico, mas também suas experiências de vida. São lembranças de momentos diferentes, mas que mostram como um professor pode contribuir para a formação de quem nos tornamos.
Mais tarde, já na Faculdade de Direito, tive o privilégio de aprender com grandes mestres, como o professor Tiago Duque, a professora Cláudia Abbud, Sérgio Souza e Frederico Pereira, entre tantos outros que fizeram parte da minha formação acadêmica e pessoal. Cada etapa trouxe novos conhecimentos, desafios e maneiras de compreender o mundo. Olhando para trás, percebo que a educação não se resume ao conteúdo apresentado em sala de aula. Ela também está nas perguntas que aprendemos a fazer, nas ideias que passamos a questionar e na capacidade de enxergar a realidade por diferentes perspectivas.
Mas a minha trajetória não foi construída apenas dentro das salas de aula. Se hoje valorizo tanto a educação, também preciso reconhecer a importância dos meus pais, Carlos e Mônica, que sempre me incentivaram a estudar e buscar conhecimento. O apoio da família faz diferença na vida de uma criança e de um jovem. Nem sempre os pais podem oferecer todas as oportunidades que gostariam, mas incentivar os filhos a aprender, despertar a curiosidade e mostrar o valor do conhecimento são formas de abrir portas que podem transformar uma vida inteira.
Lembro de quantas vezes caminhei a pé da minha casa, na Morada do Sol, até o morro onde funcionava a antiga Faetec, para fazer os diversos cursos oferecidos. Naquele momento, talvez eu não tivesse a dimensão de quanto aquelas experiências seriam importantes para o meu futuro. Hoje, reconheço o quanto contribuíram para a minha formação e para que eu me tornasse um profissional com conhecimentos em diferentes áreas, sempre disposto a aprender algo novo.
E existe um detalhe nessa história que considero fundamental: muitas vezes, tudo começa com um professor. Basta alguém explicar um assunto de uma maneira diferente, despertar uma curiosidade ou ensinar algo que, aparentemente, é pequeno para que aquele conhecimento nos acompanhe por toda a vida. Uma lição aprendida em um curso pode se tornar uma ferramenta de trabalho anos depois, ajudar a resolver um problema ou até abrir uma oportunidade que antes não existia.
É por isso que acredito que a educação precisa ser valorizada dentro e fora da escola. O professor tem um papel essencial, mas o incentivo dos pais, o acesso a oportunidades e o esforço de quem deseja aprender também fazem parte dessa construção. Quando família e escola caminham juntas, as possibilidades de uma criança descobrir suas capacidades se tornam muito maiores.
Agora, tenho a oportunidade de acompanhar esse processo de um lugar completamente diferente: o de pai.
Minha filha Ninah está dando seus primeiros passos na escola, começando a descobrir um mundo muito maior do que aquele que conhece em casa. Tenho observado sua evolução, suas novas descobertas e as pequenas conquistas que, para uma criança, representam grandes avanços. Acompanhar esse desenvolvimento me faz compreender ainda mais a importância dos profissionais que estão ao lado dela nessa fase tão especial.
É como se eu estivesse vendo o começo de uma história que também vivi. A criança que fui, os professores que encontrei e o adulto que me tornei se encontram, de alguma forma, nesse novo capítulo da minha vida.
E é justamente por isso que acredito que valorizar os professores precisa ser mais do que uma homenagem em outubro. É necessário reconhecer o trabalho desses profissionais durante todo o ano, respeitar sua atuação, oferecer condições dignas de trabalho, investir em formação e garantir que a educação seja tratada como uma prioridade.
Vivemos um tempo em que a confiança nas instituições é frequentemente questionada, em que a ciência é alvo de desinformação e em que o conhecimento, muitas vezes, disputa espaço com opiniões apresentadas como verdades absolutas. Nesse cenário, o papel do professor se torna ainda mais importante.
Ensinar não é apenas transmitir informações. É ajudar o aluno a desenvolver o pensamento crítico, a interpretar o que lê, a reconhecer informações falsas, a respeitar as diferenças e a construir suas próprias conclusões. Uma sociedade que valoriza a educação forma cidadãos mais preparados para participar da vida pública, compreender seus direitos, cumprir seus deveres e contribuir para o desenvolvimento coletivo.
Isso não significa colocar o professor em um pedestal ou ignorar os desafios que existem dentro das escolas. Significa compreender que a educação é uma construção coletiva, na qual professores, famílias, estudantes e poder público têm responsabilidades. Nenhuma sociedade pode esperar resultados extraordinários da educação se não oferecer aos seus profissionais o respeito e as condições necessárias para realizar esse trabalho.
Talvez nem todos os professores tenham dimensão do impacto que causam. Uma explicação que parece simples pode despertar uma vocação. Um incentivo pode ajudar um estudante a não desistir. Uma aula pode abrir as portas para uma profissão que aquela criança sequer imaginava existir. E, muitas vezes, o reconhecimento só chega muitos anos depois, quando o antigo aluno olha para a própria trajetória e percebe quantas pessoas contribuíram para que ele chegasse até ali.
Por isso, minha homenagem é à Tia Guiomar, ao professor Amadeu Guedes, ao saudoso Milton Coelho da Graça, aos professores que encontrei na Comunicação Social, ao professor Tiago Duque, à professora Cláudia Abbud, a Sérgio Souza, a Frederico Pereira e a todos os educadores que fizeram parte da minha caminhada. É também as profissionais que hoje acompanham a Ninah e a tantos outros professores que, todos os dias, ajudam crianças e jovens a descobrir suas possibilidades.
Afinal, antes de qualquer profissão, existe um professor que participou da nossa formação. Antes de um médico, de um advogado, de um jornalista, de um cientista ou de qualquer outro profissional, existe alguém que ajudou a ensinar os primeiros passos dessa jornada.
Os professores passam pela nossa vida, mas aquilo que nos ensinam permanece. Valorizar esses profissionais é reconhecer que o futuro de uma sociedade começa na sala de aula, nas primeiras descobertas e nas mãos de quem acredita que ensinar é também ajudar alguém a descobrir tudo aquilo que pode se tornar.
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