Anulação de 274 mil votos reduz o total de votos válidos; TRE-RJ fará retotalização dos votos para governador neste sábado (10)
Redação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria na quinta-feira (8) pela manutenção do indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao Governo do Rio de Janeiro. Com a decisão, os 274.411 votos recebidos pelo candidato serão retirados da contagem dos votos válidos, o que altera o resultado do primeiro turno e coloca Douglas Ruas (PL) acima dos 50% necessários para a vitória.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) marcou para este sábado (10), às 15h, a retotalização dos votos. O procedimento será realizado de forma pública, no Palácio da Democracia, sede do tribunal.
Na totalização inicial, Douglas Ruas obteve 4.271.199 votos (49,27%), enquanto Eduardo Paes (PSD) ficou com 3.706.984 votos (42,76%). Com a exclusão dos votos de Garotinho, Ruas passa a representar aproximadamente 50,88% dos votos válidos, ultrapassando a marca de 50% exigida para a vitória no primeiro turno.
A decisão não significa que os votos de Garotinho serão transferidos para Douglas Ruas ou para Eduardo Paes. Os dois candidatos mantêm exatamente a quantidade de votos obtida nas urnas.
O que muda é o cálculo dos votos válidos. Com a retirada dos votos de Garotinho, o total utilizado para determinar quem alcançou a maioria absoluta fica menor. Por isso, o percentual de Douglas Ruas ultrapassa os 50%.
A situação é diferente de uma nova eleição ou de uma recontagem das urnas. A retotalização mantém os dados registrados pelas urnas eletrônicas e apenas refaz o cálculo considerando a nova situação jurídica das candidaturas.
A candidatura de Anthony Garotinho havia sido indeferida pelo TRE-RJ em razão de uma condenação por improbidade administrativa. A defesa recorreu ao TSE alegando que o período de inelegibilidade já havia sido cumprido.
Na véspera do julgamento, Garotinho anunciou a desistência do recurso. Mesmo assim, o TSE analisou o caso e manteve o entendimento da Justiça Eleitoral. Com isso, os votos que estavam registrados como anulados sub judice deixam de integrar definitivamente a contagem dos votos válidos.
Em entrevista ao Globo, após a decisão do TSE na tarde desta quinta-feira (8), o presidente da Alerj afirmou que a segurança pública será uma das prioridades de sua gestão. Segundo Ruas, a intenção é aumentar o efetivo das polícias por meio da convocação de aprovados em concursos e atuar na recuperação de territórios atualmente dominados pelo crime organizado.
O futuro governador também afirmou que pretende realizar operações policiais, mas com planejamento para que sejam seguidas pela ocupação permanente das áreas. Segundo ele, a estratégia não será realizar ações sucessivas sem um plano posterior de presença policial.
Sobre as regiões onde pretende iniciar as ações, Ruas afirmou que não pretende divulgar antecipadamente os locais.
Na composição do futuro governo, Douglas Ruas afirmou que pretende adotar critérios técnicos para a escolha dos secretários e descartou a distribuição de cargos como contrapartida a apoios políticos na Alerj.
O governador eleito disse, porém, que deputados poderão eventualmente ocupar secretarias caso tenham qualificação para a função. Ele também afirmou que pretende revisar a estrutura administrativa do Estado e avaliar a possibilidade de reduzir o número de secretarias.
Na área da Saúde, Ruas negou que o deputado federal Doutor Luizinho, do PP, vá comandar a pasta por meio de indicações políticas.
Questionado sobre críticas relacionadas à possibilidade de aumento da letalidade policial, após sua proposta de retirar os chamados autos de resistência da avaliação das metas dos agentes, Ruas afirmou que não considera que exista relação entre as medidas.
Ele também disse que pretende criar um indicador para avaliar a ocupação de territórios pelos batalhões.
Apesar de já falar sobre algumas medidas, Douglas Ruas afirmou que ainda não pretende apresentar todo o planejamento de sua administração. A posse está prevista para 5 de janeiro de 2027.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) marcou para este sábado (10), às 15h, a retotalização dos votos. O procedimento será realizado de forma pública, no Palácio da Democracia, sede do tribunal.
Na totalização inicial, Douglas Ruas obteve 4.271.199 votos (49,27%), enquanto Eduardo Paes (PSD) ficou com 3.706.984 votos (42,76%). Com a exclusão dos votos de Garotinho, Ruas passa a representar aproximadamente 50,88% dos votos válidos, ultrapassando a marca de 50% exigida para a vitória no primeiro turno.
A decisão não significa que os votos de Garotinho serão transferidos para Douglas Ruas ou para Eduardo Paes. Os dois candidatos mantêm exatamente a quantidade de votos obtida nas urnas.
O que muda é o cálculo dos votos válidos. Com a retirada dos votos de Garotinho, o total utilizado para determinar quem alcançou a maioria absoluta fica menor. Por isso, o percentual de Douglas Ruas ultrapassa os 50%.
A situação é diferente de uma nova eleição ou de uma recontagem das urnas. A retotalização mantém os dados registrados pelas urnas eletrônicas e apenas refaz o cálculo considerando a nova situação jurídica das candidaturas.
Por que os votos de Garotinho foram anulados?
A candidatura de Anthony Garotinho havia sido indeferida pelo TRE-RJ em razão de uma condenação por improbidade administrativa. A defesa recorreu ao TSE alegando que o período de inelegibilidade já havia sido cumprido.
Na véspera do julgamento, Garotinho anunciou a desistência do recurso. Mesmo assim, o TSE analisou o caso e manteve o entendimento da Justiça Eleitoral. Com isso, os votos que estavam registrados como anulados sub judice deixam de integrar definitivamente a contagem dos votos válidos.
Em entrevista, Douglas Ruas fala sobre segurança, secretariado e planos para o governo do RJ
Em entrevista ao Globo, após a decisão do TSE na tarde desta quinta-feira (8), o presidente da Alerj afirmou que a segurança pública será uma das prioridades de sua gestão. Segundo Ruas, a intenção é aumentar o efetivo das polícias por meio da convocação de aprovados em concursos e atuar na recuperação de territórios atualmente dominados pelo crime organizado.
O futuro governador também afirmou que pretende realizar operações policiais, mas com planejamento para que sejam seguidas pela ocupação permanente das áreas. Segundo ele, a estratégia não será realizar ações sucessivas sem um plano posterior de presença policial.
Sobre as regiões onde pretende iniciar as ações, Ruas afirmou que não pretende divulgar antecipadamente os locais.
Secretariado
Na composição do futuro governo, Douglas Ruas afirmou que pretende adotar critérios técnicos para a escolha dos secretários e descartou a distribuição de cargos como contrapartida a apoios políticos na Alerj.
O governador eleito disse, porém, que deputados poderão eventualmente ocupar secretarias caso tenham qualificação para a função. Ele também afirmou que pretende revisar a estrutura administrativa do Estado e avaliar a possibilidade de reduzir o número de secretarias.
Na área da Saúde, Ruas negou que o deputado federal Doutor Luizinho, do PP, vá comandar a pasta por meio de indicações políticas.
Segurança e letalidade policial
Ele também disse que pretende criar um indicador para avaliar a ocupação de territórios pelos batalhões.
Próximos passos
Apesar de já falar sobre algumas medidas, Douglas Ruas afirmou que ainda não pretende apresentar todo o planejamento de sua administração. A posse está prevista para 5 de janeiro de 2027.
Imagem: Reprodução

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