Vivemos numa época em que ser forte é visto como obrigação. Aprendemos a esconder o cansaço e seguimos em frente, dizendo que está tudo bem, mesmo quando alguma coisa dentro de nós pede atenção. Sorrimos para não preocupar quem está ao nosso lado e continuamos trabalhando, estudando e cuidando dos outros, ainda que sem forças.
Mas ninguém consegue sustentar uma armadura o tempo inteiro. Há dias que parecem mais difíceis, e admitir isso não nos torna fracos. Sentir tristeza, medo ou insegurança faz parte de ser humano. O problema começa no instante em que acreditamos que temos de enfrentar tudo sozinhos.
Pedir ajuda não nos diminui.Pelo contrário, demonstra nossa coragem. De vez em quando, uma conversa sincera pode aliviar um peso que carregamos em silêncio. Do outro lado, precisamos aprender a perguntar de verdade: “Como você está?” E, principalmente, estar dispostos a ouvir a resposta.
Nem sempre quem necessita de suporte vai saber dizer claramente. Nesse contexto, um olhar atento pode perceber aquilo que as palavras não são capazes expressar. No Setembro Amarelo, falar sobre saúde mental é dar espaço para dividir o que sentimos sem medo, culpa ou vergonha.
Temos limites, dias ruins e momentos em que carecemos de acolhimento. Ser forte também significa reconhecer que não estamos dando conta sozinhos. Que possamos trocar a cobrança por compreensão e ceder lugar à escuta. Porque, às vezes, tudo o que alguém precisa é entender que tem apoio.
Postar um comentário