Grupo “Queima Orelha” resgata tradição musical e memória afetiva de Areal

Projeto reúne músicos e amigos do tradicional Bar Antônio Carne Seca e revive encontros que marcaram a cultura boêmia do município


Redação

A tarde do último sábado (12) foi marcada por música, memória e reencontros no Bar Antônio Carne Seca, em Areal. A partir das 16h, o tradicional estabelecimento, conhecido como um dos símbolos da boemia e da convivência democrática arealense, recebeu a apresentação do grupo musical “Queima Orelha”, formado por músicos e amigos ligados à história do bar.

A iniciativa tem como principal objetivo resgatar uma tradição que marcou a vida cultural do município: os encontros musicais e as serestas realizadas aos domingos à noite pelo grupo “Los Pinga”, que durante anos promoveu momentos de música, amizade e confraternização no Bar Antônio Carne Seca.


Com o passar dos anos, alguns integrantes do antigo grupo faleceram, deixando uma importante contribuição para a memória cultural de Areal. A pandemia também contribuiu para o encerramento definitivo dos encontros que reuniam músicos, moradores e frequentadores do tradicional bar.

Como forma de preservar parte dessa história, os integrantes do “Queima Orelha” decidiram retomar a proposta dos encontros musicais, estabelecendo uma ligação entre passado e presente. Alguns músicos que fizeram parte dos “Los Pinga” também integram o novo projeto.

Os antigos encontros chegaram a ser registrados em um CD independente, preservando as músicas e as histórias das noites de convivência que fizeram parte da trajetória do grupo e do próprio Bar Antônio Carne Seca.

Durante a apresentação de sábado, uma placa foi entregue em homenagem ao grupo “Los Pinga” e ao Bar Antônio Carne Seca. O gesto simbolizou a continuidade de uma tradição musical que atravessa gerações e a intenção de manter viva a memória cultural construída ao longo dos anos.

A proposta do “Queima Orelha” é realizar novas apresentações em sábados esporádicos, sempre, aproximadamente, das 16h às 18h. O cronograma dos próximos encontros deverá ser divulgado posteriormente.

Para o professor Valber Moraes, um dos idealizadores e integrantes do grupo, o projeto representa mais do que uma iniciativa musical.

“Essa iniciativa é um resgate da memória afetiva local, apresentar entretenimento com músicas de boa qualidade para todas as gerações e a oportunidade de promover o encontro e o turismo cultural em nosso município”, destaca.

Com a retomada dos encontros, o “Queima Orelha” pretende transformar música e convivência em instrumentos de preservação da história local, aproximando diferentes gerações e mantendo viva uma das tradições que ajudaram a construir a identidade cultural de Areal.

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