Estamos iniciando com toda a Igreja do Brasilo Mês da Bíblia, um período dedicado ao aprofundamento da Sagrada Escritura em paróquias, comunidades, seminários e instituições de ensino. O mês de setembro foi escolhido por causa da festa de São Jerônimo, celebrada no dia 30, que traduziu a Bíblia para o latim. É dele a afirmação: “Ignorar a Sagrada Escritura é ignorar o próprio Cristo”.
O saudoso e tão querido Papa Francisco, em 17 de setembro de 2020, assim se expressou: “A Palavra de Deus é viva, não morre nem envelhece, permanece para sempre. Está viva e dá vida. A Palavra, de fato, traz ao mundo o respiro de Deus, infunde no coração o calor do Senhor através do sopro do Espírito. A pregação não é um exercício de retórica e nem mesmo um conjunto de sábias noções humanas: seria somente lenha. É ao invés compartilhar do Espírito, da Palavra divina que tocou o coração do pregador, o qual comunica aquele calor, aquela unção. Seria belo que a Palavra de Deus se tornasse sempre mais o coração de toda atividade eclesial”.
O ponto central da Bíblia, convergência de todas as profecias, é Jesus Cristo. O Antigo Testamento é preparação para a sua vinda e o Novo, a realização do seu Reino. “O Novo estava latente no Antigo e o Antigo se esclarece no Novo” (Santo Agostinho).
A Bíblia é um livro divino e humano: inspirada por Deus, mas escrita por homens, por Deus movidos e assistidos enquanto escreviam. A Bíblia não é um livro só, mas um conjunto de 73 livros, redigidos por autores diferentes, em épocas, línguas, estilos e locais diversos, num espaço de tempo de cerca de mil e quinhentos anos. Sua unidade se deve ao fato de terem sido todos eles inspirados por Deus, seu autor principal e garantia da sua inerrância.
Mas a Bíblia não é um livro de ciências humanas. Por isso a Igreja Católica reprova a leitura fundamentalista da Bíblia, que teve sua origem na época da Reforma Protestante e que pretende dar a ela uma interpretação literal em todos os seus detalhes, o que não é correto.
A Bíblia não é um livro fácil de ser lido e interpretado. São Pedro, falando das Epístolas de São Paulo, nos diz que “nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (II Pd 3, 16). O cristianismo é a religião da Palavra de Deus.
Nesse ano o livro escolhido pela Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética da CNBB é o Livro de Daniel.A escolha não é arbitrária, diz a Pastoral Bíblica da CNBB. Daniel é um livro de resistência espiritual: foi escrito em um período de perseguição religiosa, para fortalecer a fé de um povo que enfrentava pressões para abandonar sua identidade e se render aos poderes dominantes. Sua mensagem central é atemporal: a fidelidade a Deus sustenta o ser humano mesmo nas situações mais adversas.
A razão pra essa escolha é o fato de vivermos em um tempo de múltiplas pressões sobre a fé: relativismo cultural, secularização acelerada, fragmentação das comunidades, crises institucionais. Nesse contexto, Daniel oferece uma sabedoria preciosa: não a da fuga do mundo, mas a da presença fiel no meio do mundo, sem se deixar absorver por ele.
O profeta Daniel é apresentado no livro como um jovem que vive na corte babilônica, imerso em uma cultura estrangeira e potencialmente hostil à sua fé, e ainda assim mantém sua integridade, sua oração e seu compromisso com Deus. É uma figura que fala diretamente a quem vive a fé em contextos plurais e desafiadores. Podemos dizer que o objetivo desse tema é buscar compreender a fidelidade a Deus em tempos de desafios e fortalecer a esperança.
O saudoso e tão querido Papa Francisco, em 17 de setembro de 2020, assim se expressou: “A Palavra de Deus é viva, não morre nem envelhece, permanece para sempre. Está viva e dá vida. A Palavra, de fato, traz ao mundo o respiro de Deus, infunde no coração o calor do Senhor através do sopro do Espírito. A pregação não é um exercício de retórica e nem mesmo um conjunto de sábias noções humanas: seria somente lenha. É ao invés compartilhar do Espírito, da Palavra divina que tocou o coração do pregador, o qual comunica aquele calor, aquela unção. Seria belo que a Palavra de Deus se tornasse sempre mais o coração de toda atividade eclesial”.
O ponto central da Bíblia, convergência de todas as profecias, é Jesus Cristo. O Antigo Testamento é preparação para a sua vinda e o Novo, a realização do seu Reino. “O Novo estava latente no Antigo e o Antigo se esclarece no Novo” (Santo Agostinho).
A Bíblia é um livro divino e humano: inspirada por Deus, mas escrita por homens, por Deus movidos e assistidos enquanto escreviam. A Bíblia não é um livro só, mas um conjunto de 73 livros, redigidos por autores diferentes, em épocas, línguas, estilos e locais diversos, num espaço de tempo de cerca de mil e quinhentos anos. Sua unidade se deve ao fato de terem sido todos eles inspirados por Deus, seu autor principal e garantia da sua inerrância.
Mas a Bíblia não é um livro de ciências humanas. Por isso a Igreja Católica reprova a leitura fundamentalista da Bíblia, que teve sua origem na época da Reforma Protestante e que pretende dar a ela uma interpretação literal em todos os seus detalhes, o que não é correto.
A Bíblia não é um livro fácil de ser lido e interpretado. São Pedro, falando das Epístolas de São Paulo, nos diz que “nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (II Pd 3, 16). O cristianismo é a religião da Palavra de Deus.
Nesse ano o livro escolhido pela Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética da CNBB é o Livro de Daniel.A escolha não é arbitrária, diz a Pastoral Bíblica da CNBB. Daniel é um livro de resistência espiritual: foi escrito em um período de perseguição religiosa, para fortalecer a fé de um povo que enfrentava pressões para abandonar sua identidade e se render aos poderes dominantes. Sua mensagem central é atemporal: a fidelidade a Deus sustenta o ser humano mesmo nas situações mais adversas.
A razão pra essa escolha é o fato de vivermos em um tempo de múltiplas pressões sobre a fé: relativismo cultural, secularização acelerada, fragmentação das comunidades, crises institucionais. Nesse contexto, Daniel oferece uma sabedoria preciosa: não a da fuga do mundo, mas a da presença fiel no meio do mundo, sem se deixar absorver por ele.
O profeta Daniel é apresentado no livro como um jovem que vive na corte babilônica, imerso em uma cultura estrangeira e potencialmente hostil à sua fé, e ainda assim mantém sua integridade, sua oração e seu compromisso com Deus. É uma figura que fala diretamente a quem vive a fé em contextos plurais e desafiadores. Podemos dizer que o objetivo desse tema é buscar compreender a fidelidade a Deus em tempos de desafios e fortalecer a esperança.
Medoro, irmão menor-padre pecador
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