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| Porta bandeira Alessandra Sanas está no projeto. Na foto, ela ao lado do mestre-sala Pablo Martins, no desfile da Mocidade Independente de Vila Isabel de 2012 |
Projeto “A Arte do Pavilhão” terá aula inaugural nesta quarta-feira (30) e busca valorizar conhecimentos, vivências e tradições ligadas a uma das mais importantes expressões do Carnaval
Redação
O samba e a cultura carnavalesca ganham mais um importante espaço de valorização em Três Rios. O Benguelê, bar temático de samba e espaço cultural comandado pelo empresário Dirceu Duarte, vem ampliando sua atuação na preservação e difusão das tradições do samba e, nesta semana, abre as portas para um projeto dedicado especialmente à arte de mestres-salas e porta-bandeiras.
Intitulado “A Arte do Pavilhão”, o projeto terá sua aula inaugural nesta quarta-feira, 30 de setembro, às 19h30, no Benguelê, no bairro do Cantagalo, com um convite especial aos interessados em aprender os fundamentos dessa função que ocupa lugar de destaque na história e na identidade das escolas de samba.
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| Dirceu Duarte, empresário proprietário do bar temático Benguelê, no Cantagalo |
A proposta parte de um princípio fundamental: é na sintonia entre mestre-sala e porta-bandeira que o pavilhão encontra sua expressão mais simbólica. Mais do que passos e movimentos, a atividade envolve conhecimento, postura, respeito à tradição e compreensão do significado do pavilhão para uma agremiação carnavalesca.
O encontro pretende reunir aprendizes e interessados em conhecer mais profundamente essa manifestação cultural, promovendo a troca de saberes entre diferentes gerações e contribuindo para a formação de novos integrantes dessa importante tradição do Carnaval.
A iniciativa também dialoga com uma trajetória que já deixou marcas no Carnaval de Três Rios. Alessandra Sanas, pioneira na realização de oficina de mestre-sala e porta-bandeira no município, aparece na foto ao lado do mestre-sala Pablo Martins, durante o desfile da Mocidade Independente de Vila Isabel, em 2012. A experiência representa parte da história de uma atividade que vem encontrando novos caminhos para ser transmitida às futuras gerações.
Nesse contexto, o Benguelê consolida sua atuação não apenas como um bar temático, mas como um espaço cultural dedicado ao samba, abrindo possibilidades para encontros, formação, memória e valorização das manifestações que compõem a identidade do Carnaval.
A proposta de “A Arte do Pavilhão” é, portanto, unir tradição e aprendizado. O projeto reconhece que conduzir o pavilhão de uma escola de samba exige muito mais do que domínio técnico: envolve responsabilidade, dedicação e respeito ao símbolo que representa uma comunidade inteira.
“O pavilhão não é apenas um símbolo. É a alma da escola que dança nas mãos de quem o conduz.”
A aula inaugural acontece no dia 30 de setembro, às 19h30, no Benguelê. A iniciativa convida novos aprendizes e interessados a compartilhar conhecimentos, fortalecer vínculos e conhecer mais de perto uma arte que atravessa gerações e permanece como um dos elementos mais emblemáticos da cultura do samba.
A Arte do Pavilhão — tradição que se aprende, legado que se honra.
Imagem: Jonair de Christo/ 2012


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