Tenho especial alegria de compartilhar a reflexão de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, amigo Arcebispo de Belo Horizonte (MG), publicada no último dia 10 de julho.Esse sentimento vem do final da década de 1980 quando ele me convidou para lecionar no Seminário Arquidiocesano de Juiz de Fora e eu o convidei para lecionar na PUC-Rio. Ao longo daqueles anos construímos uma sólida amizade. Depois foi feito bispo e atualmente é o grande arcebispo na capital mineira. Desfrutemos do seu discernimento pastoral. Embora tenhamos perdido na copa e ela já terminou, vale o discernimento que publicaremos em duas semanas consecutivas.
O mundo dos esportes mobiliza, de modo impressionante e singular, mentes e corações, com a paixão que toca o mais fundo da alma. Assim, nestas últimas semanas, vive-se a Copa do Mundo de futebol, com suas luzes e sombras que podem se tornar lições indispensáveis. Ultrapassa-se os limites dos campos de disputa futebolística paraalcançar culturas, proporcionando análises que
revelam escolhas, oportunidades, forças e fragilidades. A paixão pelo esporte, com estádios repletos, desdobra-se em um olhar analítico e crítico, como tem acontecido especialmente nestes dias após a eliminação da seleção brasileira. São variados os tipos de análise e mesmo os mais curtos, ao modo “TikTok”, podem levar a aprendizados, essenciais para conquistar posturas cidadãs mais adequadas, capazes de contribuir com o crescimento da nação.
A competição esportiva, mesmo sem alcançar a totalidade da população brasileira, resgatou, pelas cores verde e amarelo, o sentido de pertencimento a uma nação, pátria amada e idolatrada, para além de usurpações partidárias e excludentes. Percebe-se, assim, que há urgência em investir, sempre mais, na consolidação desse sentido de pertencimento, vencendo interesses mesquinhos ditados pela força diabólica do dinheiro. Uma força que ameaça o bem comum, alimenta a desigualdade social, com uma pequena parcela da população muito rica, enquanto significativo número de pessoas enfrenta a extrema pobreza. O domínio do dinheiro contamina até mesmo o âmbito esportivo, alimentando um imaginário e narrativas que restringem a competição em campo à lógica do enriquecimento. Rifa-se o amor à pátria, com reflexos percebidos em apatias dentro do campo. Consequentemente, talentos seduzidos pela ambição desmedida por dinheiro se enfraquecem e perdem a “garra” necessária para alcançar as vitórias no esporte.
Para além do direito à remuneração condizente com as relações econômicas inerentes ao esporte, é preciso priorizar o desempenho essencial para alcançar êxito e evitar certas frustrações. Dentro desse domínio do dinheiro que distorce mentalidades, inclui-se a dominação patológica e sedutora dos esquemas de apostas, ameaça à construção de uma sociedade solidária e igualitária. Nesse contexto esportivo tão tristemente obscurecido por interesses pouco nobres, brilharam fortemente aqueles que estabeleceram um contraponto e lutaram com galhardia, sem fama, sem somas bilionárias, mas alavancados por um sentido de respeito à sua nação.
O mundo dos esportes mobiliza, de modo impressionante e singular, mentes e corações, com a paixão que toca o mais fundo da alma. Assim, nestas últimas semanas, vive-se a Copa do Mundo de futebol, com suas luzes e sombras que podem se tornar lições indispensáveis. Ultrapassa-se os limites dos campos de disputa futebolística paraalcançar culturas, proporcionando análises que
revelam escolhas, oportunidades, forças e fragilidades. A paixão pelo esporte, com estádios repletos, desdobra-se em um olhar analítico e crítico, como tem acontecido especialmente nestes dias após a eliminação da seleção brasileira. São variados os tipos de análise e mesmo os mais curtos, ao modo “TikTok”, podem levar a aprendizados, essenciais para conquistar posturas cidadãs mais adequadas, capazes de contribuir com o crescimento da nação.
A competição esportiva, mesmo sem alcançar a totalidade da população brasileira, resgatou, pelas cores verde e amarelo, o sentido de pertencimento a uma nação, pátria amada e idolatrada, para além de usurpações partidárias e excludentes. Percebe-se, assim, que há urgência em investir, sempre mais, na consolidação desse sentido de pertencimento, vencendo interesses mesquinhos ditados pela força diabólica do dinheiro. Uma força que ameaça o bem comum, alimenta a desigualdade social, com uma pequena parcela da população muito rica, enquanto significativo número de pessoas enfrenta a extrema pobreza. O domínio do dinheiro contamina até mesmo o âmbito esportivo, alimentando um imaginário e narrativas que restringem a competição em campo à lógica do enriquecimento. Rifa-se o amor à pátria, com reflexos percebidos em apatias dentro do campo. Consequentemente, talentos seduzidos pela ambição desmedida por dinheiro se enfraquecem e perdem a “garra” necessária para alcançar as vitórias no esporte.
Para além do direito à remuneração condizente com as relações econômicas inerentes ao esporte, é preciso priorizar o desempenho essencial para alcançar êxito e evitar certas frustrações. Dentro desse domínio do dinheiro que distorce mentalidades, inclui-se a dominação patológica e sedutora dos esquemas de apostas, ameaça à construção de uma sociedade solidária e igualitária. Nesse contexto esportivo tão tristemente obscurecido por interesses pouco nobres, brilharam fortemente aqueles que estabeleceram um contraponto e lutaram com galhardia, sem fama, sem somas bilionárias, mas alavancados por um sentido de respeito à sua nação.
Na próxima semana publicaremos as conclusões de Dom Walmor.
Medoro, irmão menor-padre pecador
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