Homem é condenado a 22 anos de prisão por homicídio relacionado a facção criminosa em Três Rios




O Tribunal do Júri de Três Rios condenou, na última terça-feira (9), um homem a 22 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menores. A condenação foi obtida pelo Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ).

De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu em abril de 2024 e teve como vítima Jordan Marcelo Lima de Souza Arnizau, de 18 anos. As investigações apontaram que o homicídio estaria relacionado à atuação de uma facção criminosa e à disputa por influência territorial na região.

Segundo a denúncia, o condenado teria agido em conjunto com outro acusado e dois adolescentes. A vítima foi cercada e tentou fugir, mas acabou atingida por diversos disparos de arma de fogo. O outro acusado responde ao processo separadamente.

O julgamento foi conduzido pelas promotoras de Justiça Mariáh Paixão e Rita Cid, integrantes do GAEJURI/MPRJ. A sessão também contou com o acompanhamento da promotora de Justiça Gabriela Lopes, titular da Promotoria de Justiça de Três Rios responsável pelo caso.

Durante o julgamento, foram apresentados laudos periciais, depoimentos e outras provas produzidas ao longo da investigação. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do Ministério Público, reconhecendo as qualificadoras do homicídio e o crime de corrupção de menores pela participação dos adolescentes na ação.

Em nota, o GAEJURI destacou que a condenação representa uma resposta do sistema de Justiça ao enfrentamento de crimes violentos ligados à criminalidade organizada.

Relembre o caso

Jordan Marcelo Lima de Souza Arnizau foi morto a tiros na noite de 23 de abril de 2024, na Rua Barão Ribeiro de Sá, no bairro Boa União, em Três Rios. Na época, testemunhas relataram à polícia que o crime teria sido precedido por uma discussão envolvendo a vítima e outros rapazes. Informações apuradas durante as investigações indicavam que a motivação estaria relacionada ao tráfico de drogas na localidade.

O caso foi registrado na 108ª Delegacia de Polícia e, após mais de dois anos de tramitação judicial, resultou agora na condenação de um dos acusados pelo homicídio.

Promotoras Mariáh Paixão, Rita Cid e Gabriela Lopes




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