Nós católicos por todo o mundo já estamos mobilizados para festejar, amanhã, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. Todas as quintas-feiras, depois da oitava de Pentecostes, a Igreja celebra essa festa de Corpus Christi,oficializada somente em 1264 pelo Papa Urbano IV.A igreja católica considera a comemoração de Corpus Christi uma das festas mais importantes, porque celebra a instituição da Eucaristia.
A Eucaristia é o sacramento que recebemos na missa, uma partícula de pão que cremos ser o próprio corpo de Jesus Cristo.A Eucaristia foi instituída por Jesus Cristo, na realização da Última Ceia, quando ceou com os apóstolos antes de ser crucificado no dia seguinte, na Sexta-feira Santa:"Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isso em memória de mim" (1 Cor 11, 24). A expressão Corpus Christi vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.Vamos resgatar as suasprimeirasorigens, pouco conhecidas, tão importante para a nossa fé.
Uma primeira coisa a saber é que não existe registro do culto ao Santíssimo Sacramento fora da Missa no primeiro milênio do cristianismo. Nesse período, a Eucaristia ministrada fora da Missa era somente para os doentes. Foi a partir do segundo milênio, no entanto, por meio de um movimento eucarístico, cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124, em Liége, na Bélgica. Ali é possível constatar costumes eucarísticos: exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e, consequentemente, a festa do Corpus Christi.
Deus, como sabemos, costuma se revelar aos humildes e pequenos. Ele escolheu uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi. Foi Santa Juliana de Cornillon que em 1258, recebeu de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini, Corpo do Senhor. Ela nasceu, em 1191, nos arredores de Liège, localidade importante, que naquele tempo ficou conhecida como “cenáculo eucarístico”. Nessa cidade, havia grupos femininos dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa.
Tendo ficado órfã aos cinco anos de idade, Juliana, com a sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont Cornillon. Mais tarde, ela também se tornou monja agostiniana, dotada de um profundo sentido da presença de Cristo, que experimentava vivendo, de modo particular, o Sacramento da Eucaristia.Aos 16 anos, teve a visão de uma lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.
Durante cerca de 20 anos, Juliana, que entretanto se tinha tornado priora do convento, conservou no segredo essa revelação. Depois, confiou o segredo a outras duas fervorosas adoradoras da Eucaristia: Eva e Isabel. Juliana comunicou essa imagem também a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége. Mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Quiseram envolver também um sacerdote muito estimado, João de Lausanne, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre aquilo que elas estimavam.
Foi precisamente o Bispo de Liége, Dom Roberto de Thourotte, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana e das suas companheiras, e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi na sua diocese, precisamente na paróquia de Sainte Martin. Depois, tornou-se festa nacional da Bélgica.Dessa forma, a festa foi crescendo cada vez mais, até tornar-se a festa mundial de Corpus Christi, que foi decretada oficialmente somente em 1264, seis anos após a morte de irmã Juliana, em 1258, com 66 anos.
Depois 1264, aconteceu o famoso Milagre de Bolsena. A história registra que um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a verdade da transubstanciação, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia da cidade de Praga a Roma, ao celebrar a Santa Missa na tumba de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, Itália, no momento da consagração, viu escorrer sangue da Hóstia Consagrada, banhando o corporal, os linhos litúrgicos e também a pedra do altar, que ficaram banhados de sangue.
O sacerdote, impressionado com o que viu, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que mandou a Bolsena o Bispo Giacomo, para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o linho ensanguentado. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. O Pontífice foi ao encontro do Bispo, pegou as relíquias e mostrou à população da cidade e com a petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja em 11 de agosto de 1264. A seguir o Papa Clemente Vno concílio geral de Viena, em 1311, ordenou, mais uma vez, a adoção dessa festa. Em 1317, foi promulgada uma recompilação das leis por João XXII e assim a festa foi estendida a toda a Igreja e chegou até nós.
“Graças e louvores se deem a cada momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”!
A Eucaristia é o sacramento que recebemos na missa, uma partícula de pão que cremos ser o próprio corpo de Jesus Cristo.A Eucaristia foi instituída por Jesus Cristo, na realização da Última Ceia, quando ceou com os apóstolos antes de ser crucificado no dia seguinte, na Sexta-feira Santa:"Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isso em memória de mim" (1 Cor 11, 24). A expressão Corpus Christi vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.Vamos resgatar as suasprimeirasorigens, pouco conhecidas, tão importante para a nossa fé.
Uma primeira coisa a saber é que não existe registro do culto ao Santíssimo Sacramento fora da Missa no primeiro milênio do cristianismo. Nesse período, a Eucaristia ministrada fora da Missa era somente para os doentes. Foi a partir do segundo milênio, no entanto, por meio de um movimento eucarístico, cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124, em Liége, na Bélgica. Ali é possível constatar costumes eucarísticos: exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante sua elevação na Missa e, consequentemente, a festa do Corpus Christi.
Deus, como sabemos, costuma se revelar aos humildes e pequenos. Ele escolheu uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi. Foi Santa Juliana de Cornillon que em 1258, recebeu de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini, Corpo do Senhor. Ela nasceu, em 1191, nos arredores de Liège, localidade importante, que naquele tempo ficou conhecida como “cenáculo eucarístico”. Nessa cidade, havia grupos femininos dedicados ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa.
Tendo ficado órfã aos cinco anos de idade, Juliana, com a sua irmã Inês, foram confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont Cornillon. Mais tarde, ela também se tornou monja agostiniana, dotada de um profundo sentido da presença de Cristo, que experimentava vivendo, de modo particular, o Sacramento da Eucaristia.Aos 16 anos, teve a visão de uma lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.
Durante cerca de 20 anos, Juliana, que entretanto se tinha tornado priora do convento, conservou no segredo essa revelação. Depois, confiou o segredo a outras duas fervorosas adoradoras da Eucaristia: Eva e Isabel. Juliana comunicou essa imagem também a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége. Mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Quiseram envolver também um sacerdote muito estimado, João de Lausanne, pedindo-lhe que interpelasse teólogos e eclesiásticos sobre aquilo que elas estimavam.
Foi precisamente o Bispo de Liége, Dom Roberto de Thourotte, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana e das suas companheiras, e instituiu, pela primeira vez, a solenidade do Corpus Christi na sua diocese, precisamente na paróquia de Sainte Martin. Depois, tornou-se festa nacional da Bélgica.Dessa forma, a festa foi crescendo cada vez mais, até tornar-se a festa mundial de Corpus Christi, que foi decretada oficialmente somente em 1264, seis anos após a morte de irmã Juliana, em 1258, com 66 anos.
Depois 1264, aconteceu o famoso Milagre de Bolsena. A história registra que um padre da Boemia, Alemanha, que tinha dúvidas sobre a verdade da transubstanciação, presenciou um milagre. Durante uma viagem que fazia da cidade de Praga a Roma, ao celebrar a Santa Missa na tumba de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, Itália, no momento da consagração, viu escorrer sangue da Hóstia Consagrada, banhando o corporal, os linhos litúrgicos e também a pedra do altar, que ficaram banhados de sangue.
O sacerdote, impressionado com o que viu, correu até a cidade de Orvieto, onde morava o Papa Urbano IV, que mandou a Bolsena o Bispo Giacomo, para ter a certeza do ocorrido e levar até ele o linho ensanguentado. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. O Pontífice foi ao encontro do Bispo, pegou as relíquias e mostrou à população da cidade e com a petição de vários bispos, fez com que a festa do Corpus Christi se estendesse por toda a Igreja em 11 de agosto de 1264. A seguir o Papa Clemente Vno concílio geral de Viena, em 1311, ordenou, mais uma vez, a adoção dessa festa. Em 1317, foi promulgada uma recompilação das leis por João XXII e assim a festa foi estendida a toda a Igreja e chegou até nós.
“Graças e louvores se deem a cada momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”!
Medoro, irmão menor-padre pecador

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