Brasil reduz analfabetismo ao menor nível da década, mas desafio persiste entre idosos e regiões mais vulneráveis

Crédito: Silvio Turra/ SEED Paraná

Redação

O Brasil alcançou um marco importante na área da educação: o número de pessoas analfabetas caiu para 8,4 milhões em 2025, o menor patamar registrado desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016. Pela primeira vez, a taxa nacional de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais ficou abaixo de 5%, atingindo 4,9%.

Os novos dados reforçam uma trajetória de queda contínua observada nos últimos anos. Em 2016, 6,7% dos brasileiros nessa faixa etária não sabiam ler nem escrever. Em 2024, o índice já havia recuado para 5,3%, equivalente a 9,1 milhões de pessoas. Agora, o país registra uma redução adicional de aproximadamente 592 mil analfabetos em apenas um ano.

Apesar do avanço, os números revelam que o analfabetismo continua marcado por profundas desigualdades sociais e geracionais. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, a incidência permanece significativamente superior à média nacional, evidenciando o peso de uma dívida educacional acumulada ao longo de décadas. Estudos recentes do IBGE já apontavam que mais da metade dos analfabetos do país pertence a essa faixa etária, demonstrando que o problema está cada vez mais concentrado nas gerações mais velhas.

As disparidades regionais também seguem evidentes. O Nordeste continua reunindo a maior parcela da população analfabeta do país e apresenta taxas muito acima da média nacional, refletindo desigualdades históricas de acesso à educação e oportunidades socioeconômicas.

Especialistas destacam que a redução do analfabetismo entre crianças e jovens demonstra a ampliação do acesso à escolarização básica nas últimas décadas. No entanto, alertam que a erradicação do problema exigirá políticas públicas voltadas especialmente à alfabetização de adultos e idosos, público que concentra a maior parte dos brasileiros excluídos do universo da leitura e da escrita.

Os dados indicam que o país avança na universalização da educação, mas também deixam claro que o desafio mudou de perfil. Se antes o combate ao analfabetismo estava associado principalmente à expansão da escola, hoje passa pela inclusão educacional de milhões de brasileiros que ficaram à margem do sistema de ensino ao longo da vida. Com informações da Agência Brasil

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