Iniciativa une remontagens históricas, pesquisa documental e preservação da memória teatral da cidade
Foto: Eduellen Barbosa
Dessa vez no Teatro Celso Peçanha o público presenciou junto da estreia de Zuzú o lançamento oficial do projeto "100 Anos • 100 Peças", iniciativa que irá revisitar as cem primeiras montagens do Grupo de Amadores Teatrais Viriato Corrêa (GATVC) ao longo dos próximos anos, culminando nas comemorações de seu centenário, em 14 de junho de 2037.
A escolha de Zuzú para abrir a programação não foi por acaso. A comédia foi a primeira peça apresentada pelo grupo, estreando em 14 de junho de 1937 no Cine-Theatro 1º de Maio. O novo espetáculo, dirigido por Anderson Bernardes e encenado pelo elenco do projeto Leituras Dramáticas, resgatou esse marco histórico diante de um público que acompanhou a apresentação entre risos e aplausos.
O projeto está estruturado em duas grandes frentes. A primeira, realizada pelo GATVC, prevê a remontagem, em ordem cronológica, das cem primeiras peças apresentadas pelo grupo ao longo de sua história. A segunda consiste em um amplo trabalho de pesquisa, documentação e preservação da memória teatral, coordenado pela Associação Cultural e Artística de Três Rios (ACULÁ).
A pesquisa reunirá fotografias, jornais, atas, programas, documentos e demais registros históricos relacionados às produções do grupo. O material dará origem a uma linha do tempo digital, um arquivo online de acesso público, livros fotográficos, um documentário, uma publicação sobre o projeto e uma exposição comemorativa dedicada ao centenário da instituição.
Outra ação prevista é a criação de um passaporte cultural, no qual espectadores poderão colecionar carimbos exclusivos de cada espetáculo assistido ao longo da programação.
Idealizador, produtor geral e principal pesquisador da iniciativa, Anderson Bernardes destaca que o projeto vai além das apresentações teatrais.
"Não estamos apenas remontando espetáculos. Estamos recuperando uma parte importante da memória cultural de Três Rios. Muitas histórias, fotografias e documentos correm o risco de se perder com o tempo. O projeto busca preservar esse patrimônio, torná-lo acessível à população e garantir que a trajetória do GATVC possa ser preservada e conhecida pelas futuras gerações. A partir desse trabalho, pretendemos também ampliar a pesquisa para as atividades teatrais anteriores à sua fundação, documentando grupos que vieram antes para preservar a memória do teatro trirriense como um todo"
A próxima etapa da programação acontece em agosto, quando será apresentada Saudade, segunda peça encenada pelo grupo em sua trajetória. Assim, espetáculo após espetáculo, o projeto seguirá reconstruindo um século de história do teatro trirriense. Assessoria ACULÁ


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