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| Projeto prevê galpões para cinco escolas de samba |
O projeto da Cidade do Samba, aguardado pelos dirigentes das escolas de samba de Três Rios, ganhou novo fôlego após o anúncio da retomada das obras, feito pelo prefeito Jonas Dico em suas redes sociais. O empreendimento está localizado no bairro Triângulo.
Iniciada em março de 2025, a obra foi paralisada meses depois, frustrando as agremiações, sobretudo após a expectativa de entrega para o Carnaval de 2026, o que não se concretizou.
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| Postagem do prefeito Jonas Dico criou boas expectativas nos dirigentes |
Ao comunicar a retomada, o prefeito destacou a importância do projeto para a estrutura do carnaval local. A proposta prevê a construção de cinco galpões destinados ao armazenamento e à produção de carros alegóricos, fantasias e adereços, o que deve eliminar a necessidade de locação de espaços improvisados pelas escolas.
No Carnaval deste ano, quatro agremiações disputaram o título: Bambas do Ritmo, Bom das Bocas, Sonhos de Mixyricka e Mocidade Independente de Vila Isabel. A escola Em Cima da Hora, sem desfilar desde 2018, participou com um minidesfile de abertura, fora de competição, e não recebeu subvenção. Segundo informado, o repasse financeiro está previsto para 2027, quando a escola deverá retornar ao desfile competitivo em igualdade de condições com as demais.
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| Placa instalada no local quando as obras foram iniciadas |
Orçada em aproximadamente R$ 3,7 milhões, a obra da Cidade do Samba trirriense tinha prazo inicial de cinco meses e previsão de conclusão ainda para 2026. No entanto, o cronograma não foi cumprido. Atualmente, o terreno apresenta sinais de abandono, com mato alto, embora tenha registrado movimentações recentes. Uma cabine de vigilância foi instalada para monitorar a área.
Carros alegóricos expostos à deterioração
Enquanto a Cidade do Samba não é concluída, carros alegóricos utilizados no desfile de 2026 permanecem armazenados de forma precária em um terreno na Avenida Zoelo Sola, também no bairro Triângulo. As estruturas estão expostas à ação do tempo, além de riscos de depredação e vandalismo.
No local, há esculturas de grande porte, muitas confeccionadas com materiais inflamáveis, além de outros adereços que se deterioram com o passar do tempo. De acordo com um dirigente, que preferiu não se identificar, o prejuízo pode ser significativo.
“São peças de alto custo, que poderiam ser preservadas, recuperadas e até comercializadas com outras escolas de samba de diferentes cidades”, afirmou. Ele também relatou preocupação com a presença de vândalos e usuários de drogas na área.
Ainda segundo o dirigente, a conclusão da Cidade do Samba é vista como fundamental para garantir melhores condições de trabalho às agremiações e assegurar a preservação do patrimônio carnavalesco do município.




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