No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26/4), cardiologista alerta para riscos da doença e destaca importância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento
De acordo com o cardiologista Dr. Luis Eduardo Senna, do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, a hipertensão é especialmente perigosa por evoluir sem sinais claros. “A hipertensão arterial é frequentemente chamada de doençaa silenciosa porque não apresenta sintomas evidentes em suas fases iniciais, mas pode causar danos graves ao coração, rins e cérebro”, afirma. Sem o devido controle, a doença pode levar a complicações graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), muitas vezes sendo descoberta apenas em estágios mais avançados.
A prevalência da doença aumenta com a idade, sendo mais comum entre idosos, mas já há crescimento entre a população mais jovem. Além disso, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade, como pessoas negras, indivíduos com baixa escolaridade e mulheres. Fatores como obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal e histórico familiar contribuem diretamente para o avanço da doença no país.
Na rotina, a prevenção está diretamente ligada a hábitos saudáveis. Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e sal, praticar atividades físicas regularmente, manter o peso adequado e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são medidas fundamentais para diminuir o risco de desenvolver hipertensão e melhorar a qualidade de vida.
Como a doença não costuma apresentar sintomas, o diagnóstico depende da medição regular da pressão arterial. O acompanhamento médico é essencial nesse processo, assim como a realização de exames periódicos, mas a aferição da pressão em casa pode ser uma importante aliada no controle da doença. “A medição da pressão arterial domiciliar é confiável e altamente recomendada, desde que realizada com aparelhos validados e seguindo a técnica correta. Essa prática contribui para um monitoramento mais preciso e melhora a adesão ao tratamento”, explica o Dr Senna.
Uma vez diagnosticada, a hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada de forma eficaz. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, o uso contínuo de medicamentos. “A adesão ao tratamento é crucial para manter a pressão sob controle e prevenir complicações graves como infarto, AVC e insuficiência renal ", conclui o cardiologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição. Assessoria HCNSC


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