Segundo especialistas do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, a queda das temperaturas e o ar mais seco têm como consequência o aumento sazonal de infecções em hospitais e clínicas
A temporada de outono traz o alívio do calor intenso do verão, mas também inaugura uma temporada desafiadora para a saúde pública: o aumento expressivo dos casos de doenças respiratórias.
"No outono, o clima fica mais seco e frio, e as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar. Isso facilita a transmissão de vírus e bactérias. Além disso, o ar mais seco pode irritar as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável a infecções", explica o infectologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, Dr. Antonino Adriano Neto.
A combinação de manhãs e noites mais frias com a queda da umidade do ar cria o cenário perfeito para a proliferação de vírus e bactérias não só para adultos, mas, principalmente, para crianças e bebês. "Isso facilita a circulação de vírus respiratórios, especialmente entre crianças, que ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento e têm mais contato próximo em creches e escolas", explica a Dra. Natália Kopke, pediatra do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição.
Com a queda da temperatura, também chegam as crises alérgicas, como rinite e asma, estimuladas pela maior concentração de poeira e ácaros nos ambientes fechados. No entanto, as infecções lideram os motivos de busca por pronto-atendimentos. Os especialistas do HCNSC ajudam a diferenciar os quadros mais comuns:
● Resfriado: Sintomas leves, como coriza (nariz escorrendo), espirros e leve dor de garganta, geralmente ocorre sem febre alta;
● Gripe (Influenza): Quadro muito mais intenso, causa febre alta, dores no corpo, cansaço extremo (prostração) e tosse;
● Bronquiolite: Mais frequente e perigosa em bebês e crianças pequenas, caracteriza-se por chiado no peito, respiração rápida e grande dificuldade para respirar;
● Pneumonia: Infecção mais grave, com febre alta e persistente, tosse importante, cansaço extremo e respiração acelerada, pode causar dor torácica.
Embora os vírus que circulam sejam os mesmos, a forma como o corpo reage varia de acordo com a faixa etária. Nos adultos, os sintomas clássicos de tosse, febre e mal-estar são a regra. Já adultos jovens costumam apresentar quadros mais leves, mas ainda podem transmitir a doença para crianças, alerta o Dr. Antonino.
Portanto, é preciso estar atento aos sinais de alerta: “dificuldade para respirar, respiração muito rápida ou com esforço, coloração arroxeada nos lábios ou extremidades, febre alta persistente por mais de 48 a 72 horas, sonolência excessiva, recusa alimentar importante e sinais de desidratação, como pouca urina e boca seca”, indica a Dra. Natália.
Para blindar a família durante o outono, a prevenção vai muito além do agasalho. Hábitos simples de higiene são a principal ferramenta de bloqueio das transmissões, sendo recomendado higienizar as mãos com frequência, manter ambientes bem ventilados, não compartilhar objetos pessoais e cobrir a boca ao tossir ou espirrar.
Vale lembrar que a principal arma contra as formas graves dessas doenças é a vacinação, afirma a pediatra do HCNSC. "A imunização é uma das principais formas de prevenção, especialmente contra gripe e algumas pneumonias. Mesmo quando ocorre infecção em pessoas vacinadas, o quadro tende a ser mais leve”.
O infectologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, Dr. Antonino completa: “manter a caderneta de vacinação em dia é fundamental, principalmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas”. Assessoria HCNSC/ Bernardo Bruno - FSB


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