No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, infectologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição reforça a importância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento
Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, a tuberculose ainda representa um importante desafio de saúde pública no Brasil. A doença, que afeta principalmente os pulmões e é transmitida pelo ar, continua registrando milhares de novos casos todos os anos. No Dia Mundial do Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, especialistas reforçam a necessidade de informação e atenção aos sintomas.
De acordo com o infectologista Dr. Antonino Adriano Neto, do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, os dados mais recentes mostram que a doença permanece ativa no país. Segundo o Boletim Epidemiológico de 2025, foram registrados 84.308 novos casos de tuberculose no Brasil em 2024, um aumento de 21% em relação ao ano anterior. No mesmo período, foram contabilizados 6.025 óbitos, crescimento de 3%.
Segundo o especialista, diversos fatores contribuem para a manutenção desse cenário, incluindo questões sociais e dificuldades no diagnóstico e tratamento da doença. “A tuberculose continua sendo um importante problema de saúde pública no Brasil, pois fatores como desigualdade social, ambientes com aglomeração de pessoas, condições de moradia inadequadas, desnutrição e a coinfecção com HIV contribuem para a manutenção da doença”, explica. Outro ponto que preocupa especialistas é o diagnóstico tardio e o abandono do tratamento, fatores que favorecem a continuidade da transmissão e o surgimento de formas resistentes da bactéria.
Um dos principais sinais de alerta da tuberculose é a tosse persistente por três semanas ou mais. Em muitos casos, o sintoma pode vir acompanhado de catarro e, eventualmente, escarro com sangue. Também podem ocorrer febre baixa no final da tarde, suor noturno, perda de peso sem causa aparente, cansaço, falta de apetite e dor no peito. Segundo o infectologista, a presença desses sintomas deve sempre motivar a busca por avaliação médica. “Sempre que uma pessoa apresentar tosse por mais de três semanas, principalmente se estiver associada a outros sintomas, é fundamental procurar atendimento médico para investigação”, orienta o médico.
A transmissão da tuberculose ocorre pelo ar. Quando uma pessoa com tuberculose pulmonar tosse, fala ou espirra, pequenas partículas contendo a bactéria podem permanecer suspensas no ambiente e ser inaladas por outras pessoas. O risco é maior em locais fechados, pouco ventilados e onde há permanência prolongada de pessoas. Nesse contexto, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de contágio, como manter ambientes ventilados, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes.
Embora seja uma doença potencialmente grave, a tuberculose tem cura quando o tratamento é seguido corretamente. A terapia costuma durar, pelo menos, seis meses e exige disciplina para que a bactéria seja completamente eliminada do organismo. “O tratamento precisa ser realizado corretamente durante todo o período recomendado. Quando o paciente interrompe a medicação antes do tempo indicado, a bactéria pode não ser eliminada completamente e podem surgir formas resistentes da doença”, alerta o Dr. Antonino Adriano Neto. O especialista também ressalta que a medicação deve ser tomada conforme orientação médica, geralmente em jejum, para garantir melhor absorção e eficácia do tratamento.
No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o infectologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição reforça que o acesso à informação, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento são fundamentais para reduzir a transmissão e avançar no controle da doença. Assessoria HCNSC


Postar um comentário