Semana Santa: amor pela humanidade

A próxima semana já é o centro da vida de Jesus, o centro do ano litúrgico, o centro da vida da Igreja e o centro da história humana. É a Semana Santa. Nesta se decidiu, em forma dramática, o destino da humanidade. Num certo momento parecia que o mal prevaleceria sobre o bem porque foi morto numa cruz o próprio Autor da vida que é Jesus. Mas a morte de Jesus foi a contribuição que pagou o próprio Deus para libertar a humanidade do pecado, do mal e da morte.

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, em que celebramos a entrada de Jesus em Jerusalém aplaudido e proclamado pelo povo e pelas crianças como o Messias prometido; o Salvador, o Filho de Deus, Aquele que é e que tem a verdadeira Mensagem de Salvação. Não há salvação completa fora de Jesus e de suas palavras. Só imitando Jesus e observando os seus ensinamentos nos salvaremos e viveremos felizes também nesta terra.

Nos três dias seguintes recordamos aspectos que irão brilhar no Tríduo Pascal. Na Segunda-Feira Santa, recordamos osseis dias antes da Páscoa, quando Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Na Terça-Feira Santa antecipa-seda Última Ceia a entrega de Jesus que faz a “glorificação de Deus”, em meio à covardia e o desamor com a traição de Judas e as fraquezas de Pedro.

Na Quarta-feira Santa, em muitas paróquiasrealiza-se a “Procissão do Encontro”. Os homens saem de uma igreja ou local determinado, com a imagem de Nosso Senhor dos Passos; as mulheres saem de outro ponto com Nossa Senhora das Dores. Acontece, então, o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. Aí escuta-se o “Sermão das Sete Palavras”, que nos chama à conversão e à penitência.

Iniciamos na Quinta-feira Santa o Tríduo Pascal a Última Ceia de Jesus com os discípulos e o gesto do lava-pés. Na Ceia, Jesus institui a Eucaristia e institui o sacerdócio. E no gesto de lavar os pés dos discípulos mostra que seguir Jesus é servir com amor e humildade.Durante o dia, também acontece nas sedes das dioceses a Missa da Unidade, quando o bispo abençoa os óleos usados nos sacramentos e os padres renovam as promessas sacerdotais

A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade.

E esta semana termina na noite de Sábado para oDomingo da Páscoa com a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos, aos quais deseja a “sua paz” e dá à Igreja o poder de perdoar os pecados. É o dia santo mais importante do ano para nós cristãos:nosso Salvador está realmente vivo, está realmente conosco: e Ele será, hoje e para sempre, a nossa única e verdadeira Alegria.

Entre outras coisas, Jesus nos ensina nestes dias o seu mandamento do amor que é amar até os inimigos e estar dispostos a sacrificar-se e a morrer por todos, inclusive pelas pessoas que nos fazem sofrer. Haverá, no fim dos tempos, um juízo universal, em que os que buscam viver o mandamento do amor irão para a felicidade eterna. Aproveitemos e participemos de todas as Celebrações da Semana Santa que nos farão crescer na fé, na esperança e no amor.

Medoro, irmão menor-padre pecador

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