Iniciamos na Quarta-feira de Cinzas o tempo quaresmal. A Quaresma é um tempo litúrgico de quarenta dias que prepara o coração da Igreja para a celebração da Páscoa, o centro da fé cristã. Quaresma, um caminho espiritual no qual cada fiel é convidado a voltar ao essencial: Deus, sua Palavra e o amor ao próximo. Assim como Jesus passou quarenta dias no deserto em oração e jejum (Mt 4,1-11), a Igreja caminha simbolicamente com Ele, aprendendo a escutar, a confiar e a vencer aquilo que nos afasta da vida plena em Deus.
A Quaresma, que iniciou com a quarta-feira de cinzas, é um momento de chamado pessoal e comunitário à conversão, à escuta e ao reencontro com Deus, como bem nos recorda o teólogo Vitor da Cruz Azevedo. Ao recebermos as cinzas sobre a cabeça, a Igreja nos dirige palavras simples e profundas: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15) ou “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” (Gn 3,19). Ambas nos colocam diante da verdade da nossa condição humana: somos frágeis, dependentes da graça e chamados a viver para aquilo que é eterno.
As cinzas, obtidas dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior, nos recordam que a glória humana é passageira. Aquilo que foi sinal de triunfo se transforma em pó, ensinando-nos que somente Deus permanece. Na Sagrada Escritura, as cinzas são sinal de penitência e súplica: “Cubro-me de saco e cinza” (Jó 42,6). No entanto, a Igreja não nos impõe as cinzas para nos entristecer, mas para nos libertar da ilusão da autossuficiência e nos devolver à verdade do amor misericordioso do Pai. Ser marcado com as cinzas é ser marcado com esperança, quem reconhece sua fragilidade se abre à ação da graça.
O nome quaresma vem do número quarenta, que na Sagrada Escritura, está ligado a tempos de prova, preparação e renovação: quarenta dias e noites do dilúvio (Gn 7,12), que deram início a uma nova aliança; quarenta anos do povo de Israel no deserto (Ex 16), aprendendo a depender de Deus; quarenta dias de Jesus no deserto (Mt 4,1-11), antes de iniciar sua vida pública. A Quaresma, portanto, é um tempo de travessia. Saímos do que somos para nos tornarmos, pela graça, aquilo que Deus sonha para nós.
Trata-se, portanto, de um tempo de conversão e esperança. A palavra “conversão” não significa apenas mudar ações e comportamentos externos, mas mudar o coração. É permitir que Deus seja novamente o centro da vida, das escolhas e dos relacionamentos. A Igreja nos ensina que a Quaresma é um tempo privilegiado para essa renovação interior, por meio da escuta mais atenta da Palavra de Deus e da participação mais consciente na vida sacramental. Não é um tempo de tristeza, mas de plena esperança: quem se deixa transformar por Deus caminha em direção à alegria da Ressurreição.
A cada Quaresma, Deus nos dirige uma pergunta simples e profunda: o que precisa ser transformado em mim para que eu viva mais plenamente como filho e filha de Deus? Que este tempo seja, para cada um de nós, um verdadeiro recomeço. Um passo a mais na fé, um gesto a mais de amor e um coração cada vez mais aberto à luz da Ressurreição.
A Quaresma, que iniciou com a quarta-feira de cinzas, é um momento de chamado pessoal e comunitário à conversão, à escuta e ao reencontro com Deus, como bem nos recorda o teólogo Vitor da Cruz Azevedo. Ao recebermos as cinzas sobre a cabeça, a Igreja nos dirige palavras simples e profundas: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15) ou “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” (Gn 3,19). Ambas nos colocam diante da verdade da nossa condição humana: somos frágeis, dependentes da graça e chamados a viver para aquilo que é eterno.
As cinzas, obtidas dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior, nos recordam que a glória humana é passageira. Aquilo que foi sinal de triunfo se transforma em pó, ensinando-nos que somente Deus permanece. Na Sagrada Escritura, as cinzas são sinal de penitência e súplica: “Cubro-me de saco e cinza” (Jó 42,6). No entanto, a Igreja não nos impõe as cinzas para nos entristecer, mas para nos libertar da ilusão da autossuficiência e nos devolver à verdade do amor misericordioso do Pai. Ser marcado com as cinzas é ser marcado com esperança, quem reconhece sua fragilidade se abre à ação da graça.
O nome quaresma vem do número quarenta, que na Sagrada Escritura, está ligado a tempos de prova, preparação e renovação: quarenta dias e noites do dilúvio (Gn 7,12), que deram início a uma nova aliança; quarenta anos do povo de Israel no deserto (Ex 16), aprendendo a depender de Deus; quarenta dias de Jesus no deserto (Mt 4,1-11), antes de iniciar sua vida pública. A Quaresma, portanto, é um tempo de travessia. Saímos do que somos para nos tornarmos, pela graça, aquilo que Deus sonha para nós.
Trata-se, portanto, de um tempo de conversão e esperança. A palavra “conversão” não significa apenas mudar ações e comportamentos externos, mas mudar o coração. É permitir que Deus seja novamente o centro da vida, das escolhas e dos relacionamentos. A Igreja nos ensina que a Quaresma é um tempo privilegiado para essa renovação interior, por meio da escuta mais atenta da Palavra de Deus e da participação mais consciente na vida sacramental. Não é um tempo de tristeza, mas de plena esperança: quem se deixa transformar por Deus caminha em direção à alegria da Ressurreição.
A cada Quaresma, Deus nos dirige uma pergunta simples e profunda: o que precisa ser transformado em mim para que eu viva mais plenamente como filho e filha de Deus? Que este tempo seja, para cada um de nós, um verdadeiro recomeço. Um passo a mais na fé, um gesto a mais de amor e um coração cada vez mais aberto à luz da Ressurreição.
Medoro, irmão menor-padre pecador.

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