Leilão do corredor Minas-Rio é adiado e deve ocorrer entre julho e agosto


Redação

O leilão do corredor ferroviário Minas-Rio, previsto para ser o primeiro do setor em 2026, foi adiado e não deve mais ocorrer em abril, como inicialmente planejado pelo governo federal. O cronograma foi refeito, e a expectativa agora é que o certame aconteça entre julho e agosto, após a publicação do edital, que deve sair até maio.

Segundo o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, o atraso está ligado principalmente ao caráter inédito do modelo adotado e a ajustes no processo após o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitar a análise prévia do projeto. Como essa etapa não estava prevista no planejamento original, foi necessária a readequação dos prazos.

Atualmente, a proposta está na fase final de análise na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Apesar do adiamento, o governo mantém a previsão de que esse será o primeiro leilão ferroviário realizado no ano.

O projeto do corredor Minas-Rio será o primeiro estruturado por meio de chamamento público, mecanismo em que o governo oferece à iniciativa privada trechos ferroviários devolvidos por concessionárias, geralmente por falta de viabilidade econômica. Nesse modelo, as empresas interessadas assumem a operação e se comprometem com investimentos, sem pagamento de outorga à União.

A iniciativa é considerada estratégica pelo governo e deve servir como referência para futuros projetos no setor ferroviário. A avaliação é que o modelo, semelhante ao já adotado em concessões portuárias, tende a ganhar protagonismo nos próximos anos, ampliando a participação privada na recuperação de malhas ferroviárias subutilizadas.

O corredor Minas-Rio conecta cidades do sul de Minas Gerais (Arcos, Lavras e Varginha) ao litoral do Rio de Janeiro (Barra Mansa e Angra dos Reis), em um traçado de cerca de 740 quilômetros atualmente pouco explorado. A proposta é reativar e modernizar a infraestrutura, criando uma nova alternativa logística para o escoamento de cargas, especialmente do agronegócio, como o café, além de insumos industriais.

Com o adiamento do leilão, o governo ganha mais tempo para concluir a modelagem e incorporar as recomendações dos órgãos de controle, enquanto mantém a aposta no projeto como marco inicial de um novo ciclo de concessões ferroviárias no país. Com informações da Abifer e CNN

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