Implanon chega a Três Rios via SUS: como funciona o anticoncepcional na prática?

O implante é o método contraceptivo mais eficaz existente para as mulheres, superando inclusive a laqueadura tubária


No início deste ano, as mulheres de Três Rios passaram a contar com um novo método contraceptivo de longa duração: o implante hormonal Implanon. Oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o anticoncepcional representa um avanço no acesso a tecnologias modernas de planejamento reprodutivo por conta do seu alto índice de eficácia.

“Atualmente, o implanon é o método contraceptivo mais eficaz existente (99,95%), superando inclusive a laqueadura tubária (99,5%)”, afirma a Dra. Paula Alves, ginecologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição.

O implante consiste em um bastão, com tamanho semelhante a um palito de fósforo (4 cm de comprimento e 2mm de diâmetro) que é inserido sob a pele do braço com um aplicador rápido e seguro, após anestesia local. O implante pequeno e pouco invasivo representa um método mais eficaz e muito menos invasivo que a laqueadura, que requer intervenção cirúrgica.

O Implanon é classificado como LARC (sigla em inglês para métodos reversíveis de longa duração). Segundo a ginecologista do HCNSC, o implante é colocado sob a pele e atua liberando gradualmente no organismo um hormônio que impede a ovulação. “O Implanon é um contraceptivo de longa duração aplicado na via subcutânea da paciente e que tem efeito por três anos. A eficácia contraceptiva se dá pela anovulação gerada pela progesterona de sua composição”, afirma a Dra. Paula.

Esse mecanismo impede que os ovários liberem óvulos, evitando a fecundação. Como o hormônio é liberado de forma contínua, o método não depende da lembrança diária da usuária, como acontece com a pílula anticoncepcional. Por reduzir o risco de uso incorreto ou esquecimento, os métodos de longa duração são considerados importantes aliados na redução de gestações não planejadas.

Embora seja considerado seguro para a maioria das mulheres, o implante hormonal pode apresentar alguns efeitos adversos, sendo o mais comum a alteração no padrão de sangramento menstrual. Sua contraindicação leva em conta os mesmos fatores de outros métodos hormonais: mulheres com histórico de câncer de mama ou doença hepática grave, por exemplo, devem ser avaliadas individualmente antes da indicação.

“Assim como todos os LARCs, o Implanon, com sua eficácia superior, ajuda as mulheres no planejamento familiar. Ele diminui o compromisso diário do uso da pílula, facilitando o uso correto do método e reduzindo as chances de falha. Diferentemente da laqueadura tubária, o Implanon é completamente reversível, oferecendo às pacientes do SUS proteção contraceptiva sem alterar sua fertilidade”, conclui a ginecologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, Dra. Paula Alves. Assessoria HCNSC/ Bernardo Bruno

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