Escola de samba do Monte Castelo, após sete anos parada, retornou esse ano e promete volta por cima para 2027
Presidente Luciano e a vice presidente do GRES Em Cima da Hora
Redação
Fundada em 4 de março de 1978, a escola de samba Em Cima da Hora, originou-se no bairro do Monte Castelo. No carnaval de 2026, a escola retornou com um mini desfile sem receber o auxílio financeiro da Prefeitura e sem competir com as demais coirmãs. Atual presidente da agremiação verde, branca e ouro, Luciano do Espírito Santo de Souza, nasceu no mesmo ano em que a escola foi fundada. “É com imensa satisfação que compartilhamos o sucesso da nossa gestão à frente da escola de samba Em Cima da Hora. Nosso compromisso com a comunidade e com a tradição do samba nos levou a estruturar a escola de forma sólida e inovadora”, comentou o presidente que destaca também a participação de sua vice-presidente Silvana Lima, entre outros diretores, à frente da escola.
A diretoria, premiada com o Prêmio Especial do Troféu Ziriguidum 2026, começou a trabalhar para o próximo desfile e festeja aniversário logo mais na quadra do Espinhaço.
A fundação
Em registros feitos pelo saudoso baluarte Ananias Luiz Ribeiro Filho, o nome da agremiação foi sugerido por Ilázio Fernandes Coelho, durante reunião no Colégio Joaquim Baiano, nº 26, na então Rua dos Cabritos (atual Rua Maria de Almeida Peçanha). O nome vencedor obteve 33 votos, contra os nomes Arco-Íris, sugerido por Marinho da Muda, com 7 votos e Vai quem quer, sugerido por Nerci José dos Santos (Done), com 3 votos. Naquele sábado histórico de 1978, o bancário Luizinho, diante dos presentes à reunião, às 19h, declarou fundado o bloco carnavalesco Em Cima da Hora, cujo símbolo adotado é um relógio marcando a hora exata da fundação.
Ainda contam registros da escola que em 18/2/1979, no antigo Xanadu, onde o bloco ensaiava, que Humberto Duarte Pereira, o popular Bina Fuzil, fundador da escola de samba Bom das Bocas, dançou com a porta bandeira Marisa e, após alguns bailados, entregou a porta bandeira e o pavilhão ao mestre-sala Washington Luiz dos Santos (Otinho) e logo depois disse: “declaro que a partir desta data o Bom das Bocas passa a ser madrinha do Bloco Carnavalesco Em Cima da Hora”.
A estreia do bloco no desfile oficial aconteceu em 1982, na Avenida Beira-Rio (atual Prefeito Alberto Lavinas) quando apresentou o enredo “Chegou a hora”, ficando em segundo lugar atrás do extinto bloco Boca Livre. Vale destacar que durante muitos carnavais o bloco desfilou com sambas de enredo até hoje lembrados, de autoria do compositor Osni (Ninica).
Em 1988, o Em Cima da Hora fez seu último desfile como bloco ao homenagear o empresário Américo Silva com o enredo “Português trirriense”. Naquele ano, por força do regulamento da ATAC (Associação Trirriense das agremiações Carnavalescas), que promovia os três blocos melhores colocados à categoria de escola de samba, com o 3º lugar obtido, passou, junto ao extinto Bafo da Jaguatirica (2º lugar) e ao Sonhos de Mixyricka (campeão), a compor o segundo grupo das escolas de samba em 1989, quando estreou com o enredo “Danças em andanças”.
Após ficar por cerca de 11 carnavais sem desfilar (de 1992 a 2003), em 2003 o jornalista esportivo Manoel Tarcísio, já falecido, assumiu a agremiação que retornou em 2004 com o enredo “Pátria amada Brasil”, criado e desenvolvido pelo carnavalesco Fernando Ferreira e com samba de enredo assinado pelo compositor sul-paraibano José Mário. A escola obteve sua melhor classificação no desfile principal, sendo vice-campeã atrás do Bom das Bocas e Mocidade Independente de Vila Isabel, campeãs empatadas naquele ano.
Outro desfile marcante aconteceu em 2010, quando apresentou o enredo “A divina terra, o camponês e o pão nosso de cada dia”, do carnavalesco Trajano Antunes Gomes, quando conquistou o 3º lugar. O samba de enredo assinado pelos compositores Rogério Nem, Chambuca, Jefinho e o atual presidente Luciano, é cantado até hoje.
No desfile de 2013, ao se apresentar no segundo grupo (B), foi campeã pela primeira vez com o enredo “Condessa do Rio Novo, mulher de alma e coração, no Carnaval de Três Rios”.
Esse ano a escola desfilou sem competir e sem receber o auxílio financeiro da Prefeitura, mas, mesmo assim, fez uma bonita apresentação na Avenida Condessa do Rio Novo com o enredo “Mãe, divina essência do amor – Em cada colo, a emoção de um coração trirriense”. “O desfile recente foi um exemplo disso! Com uma apresentação simples conseguimos mostrar a um pouco da força e a paixão da nossa comunidade. A união da diretoria, da comunidade e dos componentes foi fundamental para esse sucesso”, disse o presidente.
Rumo ao Carnaval 2027
Foto: Maninho GDF
“Temos outros projetos e ideias em análise, sempre pensando no crescimento e na inclusão da nossa comunidade. Nossa gestão segue firme, com o objetivo de manter a Em Cima da Hora como uma das melhores escolas de samba de Três Rios. Nós estamos de passagem mas a escola vai ficar para as próximas gerações e queremos que esteja estruturada”, finaliza Luciano.
Nesta quarta-feira, a partir das 18h, na quadra do Espinhaço, no Monte Castelo, a diretoria comemora os 48 anos da escola com bolo, refrigerante e homenagem à comunidade.





Postar um comentário