Redação
Na noite da última terça-feira, 17 de fevereiro, o tradicional G.R.B.C. Unidos da Amazonas, fundado em 1962, voltou a brilhar na Barateza, palco consagrado do carnaval de Areal, levando alegria, emoção e muito samba para a folia arealense.
Com o enredo “Samba no pé e bola no chão, é Amazonas sacudindo o povão”, o desfile foi uma mistura contagiante de futebol, samba, memória e identidade popular. Sob o comando do incansável presidente Alessandro Pettersen, o Lelê, ao lado do vice-presidente Jorge Belo, a agremiação reafirmou sua força como uma das potências do carnaval da cidade, consolidando a cada ano sua presença marcante na avenida.
Um dos pontos altos foi o carro alegórico que trouxe um caminhão, recriando o clima festivo do bicampeonato mundial do Brasil no Chile. A alegoria relembrou Seu Vadim e Seu Valdemar que, ao lado de amigos, saíram pelas ruas batucando e celebrando sobre o veículo, em uma das passagens mais simbólicas da memória afetiva local.
O samba-enredo, assinado por Lelê, Miller, Rodrigo Viana, Leo Batuque, Gabriel Duarte e Lucas Moreira, foi entoado com entusiasmo pelos componentes do bloco e pelo público, que acompanhou cada verso com palmas e animação. A obra também prestou homenagem a figuras queridas da cidade, como Seu Ari, personagem marcante da vida arealense, conhecido por espalhar alegria tanto no futebol quanto no carnaval. O samba foi defendido por Rodrigo Vianna, com Lucas Moreira e Gabriel Duarte no cavaquinho.
Bateria mostra força e cadência
A Bateria Batuque Amazonas, sob o comando do Mestre Leonardo Eloy, levantou o público com ritmo envolvente e precisão. A Rainha de Bateria Priscila Vilela deu um verdadeiro show de beleza, simpatia e energia, arrancando aplausos por onde passou. O pavilhão azul e branco foi conduzido com elegância pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira Márcio Junior e Dona Vânia, que defenderam o símbolo maior da escola com graça e emoção.
Os amantes do futebol também tiveram vez no enredo, que relembrou momentos gloriosos da história esportiva de Areal. Times de bairro como Quinze de Junho, Onze Caveiras, Ilha Grande, Amazonense e o Raça Jovem — comandado por Fábio Mello, campeão municipal no ano da emancipação da cidade, em 1991 — foram homenageados por sua contribuição à paixão local pelo esporte.
A apresentação destacou ainda as raízes culturais do município ao saudar o Quilombo de Boa Esperança, parceiro tradicional do bloco. A capoeira, apresentada durante o desfile, além do jongo e da dança, exaltou as expressões da arte negra que ajudam a contar a história da cidade. Nem o bloco de arrastão Game Over ficou de fora, sendo lembrado por mobilizar a juventude arealense e manter viva a chama do carnaval.
Em um dos momentos mais emocionantes da noite, o desfile fez menção honrosa a Elso Rosa, um dos fundadores da agremiação e considerado o maior expoente vivo da Unidos da Amazonas. Figura fundamental na preservação da memória e da tradição carnavalesca de Areal, Elso foi reverenciado como símbolo de resistência, história e amor pelo samba.
Com alegria contagiante, referências históricas e forte identidade cultural, a Unidos da Amazonas mostrou que segue firme como um dos guardiões da tradição do carnaval de Areal.



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