Tecnologia neutra, mente vulnerável: cuidado com o que aparece no feed

Imagem: internet

Você já notou que quanto mais pesquisa sobre um assunto, mais ele aparece no seu feed? Uma busca isolada, um vídeo assistido até o fim ou uma curtida aparentemente inofensiva são suficientes para que as redes sociais entendam suas preferênciase comecem a repetir aquele tema de forma consistente. Não é para menos: os algoritmos são como espelhos inteligentes. Observam nossas tendências on-line e passam a oferecer mais do mesmo. À primeira vista, isso parece prático e até confortável. Afinal, recebemos material alinhado aos próprios interesses.

O problema é quando esse filtro invisível limita nosso olhar e intensifica emoções. Ao consumir repetidamente conteúdos negativos, comparativos ou alarmistas, o algoritmo entende que aquilo “funciona” e amplia a exposição. Assim, sem perceber, podemos entrar em ciclos de ansiedade, frustração, sensação de inadequação e até depressão.

Não é a tecnologia que adoece por si só. Ela é neutra. O impacto real nasce domodo como interagimos com ela e do tipo de conteúdo que escolhemos diariamente.Por isso, desenvolver consciência digital é essencial. Diversificar fontes, fazer pausas, questionar o que vemos na tela e compreender como nos sentimos após navegar são atitudes de autocuidado.

Usar a tecnologia com intenção transforma a relação com as redes: de um consumo automático para uma escolha consciente. Quando educamos o algoritmo, também estamos educando nossa mente.

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