Fevereiro Roxo reforça alerta sobre sinais precoces do Alzheimer e a importância do diagnóstico antecipado

Gerontologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição destaca o papel da família e a adoção de hábitos saudáveis para o bem-estar dos pacientes


O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Roxo, dedicada à conscientização sobre doenças crônicas e neurodegenerativas, como o Alzheimer. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população, reduzir o estigma e incentivar o diagnóstico precoce, fator decisivo para preservar a qualidade de vida dos pacientes.

De acordo com o gerontologista Dr. Laert Aguiar, do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, pensamento e comportamento. Com o avanço do quadro, a pessoa passa a ter dificuldades para realizar tarefas cotidianas e manter a autonomia.

Os primeiros sinais, segundo o médico, costumam ser sutis e frequentemente confundidos com o envelhecimento normal. Entre eles estão a perda de memória recente, como esquecer compromissos ou fatos ocorridos há pouco tempo, dificuldade para encontrar palavras durante conversas, desorientação em locais conhecidos, alterações no julgamento e mudanças de humor, como apatia, irritabilidade ou desconfiança.

“O diagnóstico precoce é fundamental porque possibilita uma intervenção mais eficaz, retardando o avanço dos sintomas e oferecendo ao paciente e à família tempo para se prepararem para as mudanças”, afirma o especialista. Embora ainda não exista cura para o Alzheimer, o tratamento iniciado nas fases iniciais pode contribuir para o controle dos sintomas e para a manutenção da qualidade de vida por mais tempo.

Além do uso de medicamentos que auxiliam na função cognitiva e no comportamento, o acompanhamento médico permite organizar a rotina, adaptar o ambiente e planejar os cuidados futuros. Para o gerontologista, o impacto emocional também é menor quando a doença é identificada precocemente, pois familiares e cuidadores passam a compreender melhor as alterações e a participar ativamente do cuidado.

Entre os principais fatores de risco estão a idade avançada, especialmente após os 65 anos, histórico familiar, predisposição genética, além de comorbidades como diabetes, hipertensão e obesidade. Sedentarismo, alimentação inadequada e consumo excessivo de álcool também estão associados a maior risco.

Apesar de não ser possível evitar todos os casos, medidas de prevenção podem reduzir as chances de desenvolvimento da doença. “Adotar uma alimentação saudável, como a dieta mediterrânea, manter atividades físicas regulares, estimular o cérebro com leitura e aprendizado e preservar a vida social são estratégias que contribuem para a saúde cerebral”, orienta o Dr. Aguiar. O controle de doenças crônicas também é apontado como fundamental.

Outro ponto destacado pelo especialista é o papel da família e da rede de apoio. O suporte emocional e prático ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse do paciente, além de facilitar a organização da rotina e o acompanhamento da saúde física. “A rede de apoio é essencial para oferecer segurança emocional, monitorar o comportamento e garantir que o paciente receba o cuidado adequado”, ressalta o médico.

Dentro desse contexto, o gerontologista do HCNSC destaca que a campanha Fevereiro Roxo cumpre um papel estratégico ao ampliar o debate público. “A iniciativa tem como objetivo conscientizar a população sobre o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas, além de combater o preconceito e o estigma que ainda cercam essas condições. Ao incentivar a informação e o diálogo, contribui para que mais pessoas reconheçam os sinais iniciais, busquem avaliação médica e ofereçam apoio sem julgamentos. É um passo essencial para promover diagnóstico precoce, inclusão social e mais qualidade de vida para quem vive com Alzheimer e seus familiares”, conclui o Dr. Aguiar. Assessoria HCNSC

Comentar

Postagem Anterior Próxima Postagem