Cada ganhador do Troféu Ziriguidum 2025 carrega mais do que um título. Carrega noites sem dormir, ensaios debaixo de sol e chuva, costuras refeitas, instrumentos afinados à exaustão, coreografias lapidadas no detalhe, alegorias erguidas com engenho, coragem e amor. Carrega, sobretudo, o orgulho de fazer parte de uma corrente coletiva que move o carnaval de Três Rios.
As escolas de samba são o coração pulsante dessa história. Em cada barracão, em cada quadra, há famílias inteiras dedicadas a um mesmo ideal: levar à avenida um espetáculo digno da cidade, da sua gente e da sua tradição. O Ziriguidum reconhece esse esforço silencioso e grandioso, que começa muito antes do primeiro surdo tocar e ecoa muito depois do último aplauso.Para quem acompanha, vibra, canta e se emociona nas arquibancadas, o troféu também é um espelho. Ele reflete a cumplicidade entre artista e público, a energia que atravessa a avenida e faz do desfile um encontro inesquecível. O carnaval só existe plenamente porque há quem faça e quem sinta — e o Ziriguidum celebra essa conexão.
Ao poder público, a premiação reafirma um convite e uma responsabilidade: reconhecer o carnaval como patrimônio cultural, social e econômico. Investir nessa festa é investir em cultura, turismo, geração de renda e identidade. É fortalecer uma tradição que projeta Três Rios, valoriza talentos locais e une a cidade em torno de um mesmo sentimento.
O Entre-Rios Jornal, ao manter viva essa premiação por mais de duas décadas, cumpre um papel essencial: registrar a história enquanto ela acontece e aplaudir quem a constrói. O Troféu Ziriguidum não é apenas uma lembrança do carnaval que passou, mas um incentivo para os carnavais que ainda virão.
Que cada premiado sinta, neste reconhecimento, o abraço de uma cidade inteira. Que cada escola veja seu trabalho honrado. Que cada espectador se reconheça parte desse espetáculo. E que Três Rios siga desfilando sua cultura com orgulho, brilho e verdade. Porque enquanto houver Ziriguidum, haverá carnaval pulsando forte na Avenida Condessa do Rio Novo.
Melhor Escola: Bom das Bocas, presidida à época por Otorino Bilheri, desfilou com o enredo “Xingu: na imensidão do verde ecoa um clamor essa terra tem dono!”, do carnavalesco Gilber Rosa. nNa foto o atual presidente Linderson Zanardi com o troféu da escola premiada
Melhor Samba de Enredo: Mocidade Independente de Vila Isabel – “Tesouro, piratas... Entre sete mares e três rios”, assinado pelos compositores Leozinho Nunes, James Bernardes (foto) e Fabão.
Melhor Enredo: Sonhos de Mixyricka, que desfilou com o enredo intitulado “Do Zero ao Mil: A História de um Gigante do Interior”, em homenagem ao empresário Josemo Corrêa de Melo (in memoriam), desenvolvido pelo carnavalesco Junior Pernambucano.
Revelação: Sonhos de Mixyricka, pela inovação tecnológica no segundo carro denominado “Uma explosão de ofertas”. Nas laterais da alegoria, um telão de led exibia imagens do homenageado e produtos de suas empresas.
Na foto, o vice-presidente Guilherme Auad, que recebeu os troféus ao representar a diretoria da agremiação
Melhor Bateria: Mocidade Independente de Vila Isabel. A Bateria Explosão desfilou sob comando do Mestre Pedro Seixas com a fantasia de marinheiro “Tombo no navio, balanço do mar”.
Melhor Primeiro Mestre-Sala: Thiaguinho Mendonça, da Mocidade Independente de Vila Isabel, com a fantasia “Balanço do mar”.
Melhor Primeira Porta Bandeira: Amanda Poblete, da Mocidade Independente de Vila Isabel, com a fantasia “Balanço do mar”.
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| Na foto, o diretor de carnaval Flávio Roberto com os troféus recebidos em nossa redação ao representar o primeiro casal de mestre-sala e porta bandeira premiado |
Melhor Segundo Mestre-Sala: Patryck Floriano, do Bom das Bocas, com a fantasia “A resistência indígena”.
Melhor Segunda Porta Bandeira: Luanna Luciana, do Bom das Bocas, com a fantasia “A resistência indígena”.
Melhor Ala das Baianas: Bambas do Ritmo, com a fantasia “Cunhatã, a força da onça”, sob direção de Wiliam Ramos (foto).
Melhor Intérprete: Leozinho Nunes, da Mocidade Independente de Vila Isabel.
Melhor Comissão de Frente: Mocidade Independente de Vila Isabel, coreografada por Lucas Steinert (foto), que desfilou com a fantasia “Vagando pelo mar”.
| Foto: Jonair de Christo |
Melhor Ala Mirim: Bambas do Ritmo, com a fantasia “Moacir, o fruto do amor”.
Na foto a diretora responsável pela ala, Tatiane Monteiro
Melhor Velha Guarda: Bambas do Ritmo, com a fantasia “Povo do Ceará”, sob comando da presidente Rosimar Souza - a Gugu (foto).
Melhor Rainha de Bateria: Jô Saldanha, à frente da Bateria Puro Ritmo com a fantasia “Exaltação à beleza da mulher indígena”.
Melhor Ala: Bom das Bocas, Ala da Comunidade com a fantasia “Kalapo”
Na foto, Delson Ramos, o Delsinho da Caixa D´Água, responsável pela ala
Melhor Passista Masculino Adulto: Roger Nascimento, da ala de passistas do Bambas do Ritmo; fantasia: “Guerreiros de Irapuã”.
Melhor Passista Feminino Adulto: Ana Beatriz da Costa, da ala de passistas da Mocidade Independente de Vila Isabel; fantasia: “Saqueando”.
Melhor Alegoria: Bom das Bocas, carro abre-alas denominado “Iara, a protetora do exuberante Rio Xingu e suas margens”; criação do carnavalesco Gilber Rosa (foto)
Melhor Destaque de Luxo Masculino: Marcelo Moreira, do Bom dasBocas, com a fantasia “A Onça”, no segundo carro alegórico “A força do pajé! Saberes das tribos e sua conexão espiritual”.
Melhor Destaque de Luxo Feminino: Lúcia Lírio, do Bambas do Ritmo, com a fantasia “A Lua da noite da guerra”, no segundo carro alegórico “Aira da guerra”.
Prêmio Especial: Gabriel de Paula, um bambino apaixonado que desfila à frente do Bambas do Ritmo em cadeira de rodas acompanhado de sua mãe. Ambos são filha e neto do saudoso fundador da escola do bairro do Cantagalo, João Espinha.


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