O Papa Leão XIV enviou no último domingo - Primeiro Domingo da Quaresma - mensagem à Campanha da Fraternidade - CF 2026 - e concedeu Bênção Apostólica, confiando a Campanha da Fraternidade deste ano a Nossa Senhora Aparecida, que não encontrou moradia ao dar à luz a Jesus, mas tem sua casa como Padroeira do Brasil. Esta mensagem coloca a moradia digna no centro da reflexão quaresmal. O texto foi dirigido aos fiéis brasileiros, mantendo a tradição desde 1970 de um Pontífice enviar uma mensagem à Igreja no Brasil neste período quaresmal.
A Quaresma é um período de oração intensa, jejum e penitência. O Papa cita Santo Agostinho ao lembrar que esta é “a época solene que nos lembra o dever de nos aplicarmos à prece e ao jejum mais do que em qualquer outro tempo do ano”. Segundo o Papa, este caminho conduz a uma conversão real. A proposta é redirecionar a vida a Deus, seguindo os passos de Cristo no deserto. Ao mesmo tempo, a vivência quaresmal exige caridade ativa.
Há mais de seis décadas, a Igreja no Brasil promove a Campanha da Fraternidade. O objetivo é mobilizar comunidades em torno de temas urgentes. O Papa reforça essa tradição e cita sua Exortação Apostólica Dilexit te. Ele afirma que “existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres” (n. 36) e que “devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza” (n. 94). E ele recorda que Jesus se identifica com os mais pobres, conforme o Evangelho de Mateus (25, 35-40). A fé, portanto, tem consequência social.
Nesse ano, portanto, o foco recai sobre a falta de moradia digna. Com o tema “Fraternidade e Moradia”, inspirada pelo lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1, 14), a CF convida os fiéis a olhar para quem sofre sem casa adequada. Trata-se de um problema estrutural, que o Papa valoriza resgatando o ensinamento de São João Paulo II na encíclica Sollicitudo Rei Socialis, em que ele alertava para “os milhões de seres humanos privados de uma habitação conveniente”. João Paulo II afirmava que “a falta de habitações, que é um problema de per si muito grave, deve ser considerada como o sinal e a síntese de uma série de insuficiências econômicas, sociais, culturais ou simplesmente humanas”.
A mensagem atual retoma essa perspectiva de que a moradia precária não é apenas ausência de teto, mas reflexo de desigualdades profundas enraizadas na sociedade. O por isso o Papa afirma que a resposta dos cristãos a esse problema social não pode se limitar a iniciativas que começam e não se tornam uma constante na sociedade. Ele expressa o desejo de que a reflexão “leve não somente a ações isoladas […] mas gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor generosamente nos concede […] deve ser uma atitude constante”.
O compromisso, segundo ele, precisa ser permanente. Encontrar Cristo significa reconhecer sua presença em quem não tem onde morar. E ao concluir, Leão XIV confia a Campanha da Fraternidade 2026 à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Ele recorda, como lembramos acima, que Maria não encontrou lugar em Belém para dar à luz ao Redentor. Hoje, como Rainha e Padroeira do Brasil, tem sua casa no Santuário Nacional de Aparecida. E termina a mensagem concedendo a Bênção Apostólica aos brasileiros e, de modo especial, aos que se dedicam à promoção de moradia digna.
A Quaresma é um período de oração intensa, jejum e penitência. O Papa cita Santo Agostinho ao lembrar que esta é “a época solene que nos lembra o dever de nos aplicarmos à prece e ao jejum mais do que em qualquer outro tempo do ano”. Segundo o Papa, este caminho conduz a uma conversão real. A proposta é redirecionar a vida a Deus, seguindo os passos de Cristo no deserto. Ao mesmo tempo, a vivência quaresmal exige caridade ativa.
Há mais de seis décadas, a Igreja no Brasil promove a Campanha da Fraternidade. O objetivo é mobilizar comunidades em torno de temas urgentes. O Papa reforça essa tradição e cita sua Exortação Apostólica Dilexit te. Ele afirma que “existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres” (n. 36) e que “devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza” (n. 94). E ele recorda que Jesus se identifica com os mais pobres, conforme o Evangelho de Mateus (25, 35-40). A fé, portanto, tem consequência social.
Nesse ano, portanto, o foco recai sobre a falta de moradia digna. Com o tema “Fraternidade e Moradia”, inspirada pelo lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1, 14), a CF convida os fiéis a olhar para quem sofre sem casa adequada. Trata-se de um problema estrutural, que o Papa valoriza resgatando o ensinamento de São João Paulo II na encíclica Sollicitudo Rei Socialis, em que ele alertava para “os milhões de seres humanos privados de uma habitação conveniente”. João Paulo II afirmava que “a falta de habitações, que é um problema de per si muito grave, deve ser considerada como o sinal e a síntese de uma série de insuficiências econômicas, sociais, culturais ou simplesmente humanas”.
A mensagem atual retoma essa perspectiva de que a moradia precária não é apenas ausência de teto, mas reflexo de desigualdades profundas enraizadas na sociedade. O por isso o Papa afirma que a resposta dos cristãos a esse problema social não pode se limitar a iniciativas que começam e não se tornam uma constante na sociedade. Ele expressa o desejo de que a reflexão “leve não somente a ações isoladas […] mas gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor generosamente nos concede […] deve ser uma atitude constante”.
O compromisso, segundo ele, precisa ser permanente. Encontrar Cristo significa reconhecer sua presença em quem não tem onde morar. E ao concluir, Leão XIV confia a Campanha da Fraternidade 2026 à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Ele recorda, como lembramos acima, que Maria não encontrou lugar em Belém para dar à luz ao Redentor. Hoje, como Rainha e Padroeira do Brasil, tem sua casa no Santuário Nacional de Aparecida. E termina a mensagem concedendo a Bênção Apostólica aos brasileiros e, de modo especial, aos que se dedicam à promoção de moradia digna.
Medoro, irmão menor-padre pecador.

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