Velório foi marcado por forte comoção
Jonathas dos Santos Souza matou o pai, João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, a madrasta, de 63, duas irmãs, de 44 e 47 anos, e um sobrinho de 5 anos. Os corpos foram velados juntos durante a manhã na capela 3 do Cemitério Parque da Saudade.
O pai e a madrasta foram sepultados no próprio cemitério por volta das 11h30. Já as duas irmãs e a criança foram enterradas no Cemitério Municipal, no início da tarde. A pedido da família, os nomes das demais vítimas não foram divulgados.
A defesa de Jonathas ainda não se apresentou à Polícia Civil até o fechamento desta edição. Após a prisão, ele foi levado para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), no bairro Linhares.
O velório foi marcado por forte comoção. Parentes e amigos relataram choque e incredulidade diante da tragédia. A irmã da madrasta contou que soube do crime por telefone, ainda na quarta-feira.
Ficamos sem chão. Enquanto a pessoa falava, as mortes iam sendo mencionadas uma a uma. Foi desesperador. Além da dor, houve o medo de que ele pudesse fazer algo contra outros membros da família”, afirmou Rosa Fernandes Faria.
Segundo ela, Jonathas havia se afastado dos parentes por um período, mas recentemente havia retomado o convívio familiar.
Colegas de trabalho de uma das irmãs também estiveram no velório. Daniel Alexandre Domingos, líder do setor de marcenaria onde a vítima trabalhava, disse que convivia com ela havia cerca de dois anos.
“Era uma pessoa comprometida, comunicativa, alegre e muito ligada à Igreja. Uma pessoa de fé”, afirmou. A equipe soube do crime ainda durante o expediente. “O trabalho foi interrompido. Hoje viemos nos despedir de alguém que já fazia parte da nossa família”, disse.
O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (7)
Em depoimento, segundo a Polícia Civil, Jonathas confirmou ter planejado os crimes ainda durante a madrugada. Em entrevista à TV Integração, a delegada Camila Miller afirmou que ele confessou os homicídios, não resistiu à prisão e não demonstrou arrependimento.
Ele disse que ‘fez o que tinha que fazer’. Alegou conflitos antigos com o pai, inclusive relacionados a questões patrimoniais, mas o relato não se mostrou coerente”, afirmou a delegada.



Postar um comentário