Ano novo, mente nova: Campanha Janeiro Branco alerta para a importância da saúde mental

Psicóloga do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição explica como a saúde mental impacta na rotina e orienta sobre o tratamento



No primeiro mês do ano, as pessoas costumam estar mais reflexivas sobre a própria vida, procurando possibilidades de recomeços, novos hábitos e projetos para o ciclo que se inicia. Para aproveitar o embalo do período, nasceu a campanha Janeiro Branco, criada para sensibilizar a população sobre a saúde mental e estimular a priorização do lado emocional e a busca por cuidados especializados. Nesse sentido, os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram como a iniciativa é relevante no cenário atual: 26,8% da população, aproximadamente 56 milhões de brasileiros, sofrem de ansiedade.

Segundo Angélica Saldanha, psicóloga do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, transtornos como ansiedade e depressão podem impactar diretamente a rotina das pessoas, influenciando no desempenho profissional e acadêmico, nas relações familiares, sociabilidade, atividades cotidianas e autoestima. “Em muitos casos, o sofrimento psicológico também se manifesta por sintomas físicos, o que leva o paciente a procurar o hospital em momentos de crise emocional ou somatização”, comenta.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), fobia social e outras fobias específicas são os tipos de transtornos de ansiedade mais comuns. Para esses casos, os sinais de alerta envolvem preocupação excessiva e persistente, alterações no sono, irritabilidade, dificuldade de concentração, sensação constante de medo e tensão, taquicardia, falta de ar, sudorese, problemas dermatológicos, tremores e sintomas gastrointestinais.

Nesse quadro, ao perceber os primeiros sinais de sofrimento psíquico, o paciente precisa procurar um profissional de saúde, de preferência um psicólogo ou psiquiatra. Em casos de crise, é recomendado procurar imediatamente um hospital, que tem um papel fundamental no acolhimento, avaliação e estabilização do quadro. “Após o controle da crise, o tratamento deve ter continuidade no acompanhamento ambulatorial, podendo incluir psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e, quando necessário, uso de medicação”, explica Angélica.

Em Três Rios, o Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição atua com o acolhimento e controle de crises emocionais para estabilizar o paciente no momento agudo de sofrimento mental, oferecendo escuta qualificada, suporte emocional e orientação sobre a necessidade do cuidado terapêutico contínuo. “Após o atendimento inicial, os pacientes são encaminhados para tratamento ambulatorial, seja na rede pública ou privada, conforme a necessidade. O paciente e a família precisam se comprometer com a continuidade do cuidado, entendendo que o hospital atua no momento da crise, mas o tratamento efetivo ocorre ao longo do acompanhamento contínuo”, orienta a especialista da instituição.

Além do acompanhamento especializado, a psicóloga recomenda algumas práticas importantes para tratar e até mesmo evitar transtornos mentais, como atividade física, momentos de lazer, sono de qualidade e vínculos sociais saudáveis. Também é importante reconhecer os seus próprios limites, falar sobre sentimentos e desenvolver estratégias de controle de estresse. Assessoria HCNSC

Imagem: Reprodução


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