Recomeçar para ficar de pé: o desafio dos dependentes químicos que abandonam o tratamento

Abandonar o tratamento contra a dependência química é uma realidade que atinge muitos brasileiros e traz consequências profundas. A luta contra o vício não termina quando o dependente decide interromper o uso das drogas, mas quando ele compreende a necessidade de permanecer firme no processo de recuperação. O abandono precoce, muitas vezes motivado por recaídas, falta de apoio familiar ou dificuldades emocionais, pode levar à perda da autoestima, ao rompimento de vínculos e ao agravamento de problemas físicos e psicológicos.

Quando o dependente decide retornar ao tratamento, o desafio é ainda maior. É preciso reconstruir a confiança — tanto em si mesmo quanto nas pessoas ao redor. Esse retorno exige humildade, coragem e perseverança. Muitos relatam o sentimento de fracasso, mas os especialistas reforçam que a recaída não deve ser vista como o fim, e sim como parte do processo de recuperação.

A reinserção nas clínicas ou comunidades terapêuticas é um passo importante para “ficar de pé” novamente. O acolhimento, o acompanhamento psicológico e o apoio espiritual são fundamentais para que o indivíduo reencontre o equilíbrio e volte a acreditar na própria capacidade de vencer.

“Mais do que um tratamento, trata-se de um recomeço. Cada retorno é uma nova oportunidade de vida, um sinal de que, mesmo após a queda, ainda é possível levantar e seguir em frente rumo à liberdade e à dignidade”, afirma a Pastora Marlene Botelho Leal.

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