Um Vazio A Ser Preenchido

Quando eu era criança, eu comecei a perceber os movimentos do mundo ao meu redor. Algo dentro de mim observava a vida das pessoas em seus momentos felizes, cheios de alegria.

Aquelas cenas, com seus gestos e sorrisos, me chamavam a atenção e deixavam em suspenso meu coração; estranha sensação que minha mente infantil não conseguia traduzir.

O tempo passou e a sensação silenciou para despertar anos mais tarde na adolescência. Novamente as cenas das pessoas alegres me chamava a atenção, mas desta vez, já em posse de alguns recursos, passei a pensar sobre o que era aquilo que eu sentia.

E a resposta veio do próprio coração que inquiria: faltava algo naquelas cenas de alegria! Eu tinha a nítida sensação de que os seres não estavam ali em si mesmos…

E novamente o silêncio se fez presente, despertando de seu sono agora na juventude. A sensação de que algo faltava naquelas cenas ficou muito forte e com ela muitas questões começaram a se delinear na minha jovem mente:O que existe por trás do que vivemos? O que é de fato a vida? Onde está o sentido de tudo? Assim dei início a uma longa caminhada em busca de respostas.

Li muitos livros, e quanto mais lia, mais a sensação do vazio das vidas, inclusive a minha, aumentava. Como as respostas não satisfaziam meu jovem coração, continuava minha busca, até finalmente chegar a um caminho que me levaria a todas as respostas, encontrei este caminho numa fase de grande felicidade em minha vida.

Meu esposo e eu havíamos constituído uma família onde o amor sempre se sobrepunha a qualquer eventualidade. Os filhos constituíam o melhor de nós dois, eram nossa alegria, nosso futuro, nosso rumo… ainda assim, faltava algo em meu interno!

Foi nessa época que conheci a Ciência Logosófica. Porém agora a busca era para ser melhor mãe.O que oferecer a meus filhos se eu mesma ainda buscava respostas?

Aos poucos, com os estudos logosóficos, fui entrando em contato com palavras de vida, palavras que diretamente explicavam ao meu coração o porquê a vida ser como é e qual a minha responsabilidade diante dela enquanto ser pensante, destinado a evoluir até a perfeição. Até a perfeição!? Seria possível?

Em meus estudos não encontrei respostas prontas como nos tantos livros que li, mas sim um caminho permeado de conselhos, normas, método e ensinamentos para o conhecimento de mim mesma: ali estavam todas as respostas que sempre busquei, inclusive aquelas que meu coração não havia ainda me falado…

Quanta ironia! Eu buscava fora o que só encontraria dentro! Justamente onde eu sentia o vazio!

E eis que fui me descobrindo nas palavras desse grande mestre! E aceitei, sem titubear, trilhar o caminho da evolução consciente proposto por ele.

Quanto mais investigava, mais me encontrava, mais o espaço vazio ia sendo preenchido com vida, com verdades, com amor…fui confirmando em mim mesma cada palavra ensinada!

Descobri-me um ser espiritual como todos os outros seres que percorrem os mundos colhendo experiências e forjando-se através delas. A diferença é que agora eu seguiria o caminho consciente dos passos dados, do rumo certo, das escolhas feitas, do porquê de tudo o que existe.

Foram tantas descobertas, que além do corpo físico, eu tinha uma alma e um espírito a serem cultivados; forças internas ocultas, que nem sabia que as tinha; deficiências que deformavam minha psicologia e virtudes que embelezavam minha alma; descobri Leis Universais, que jamais devem ser violadas; e descobri finalmente Deus em cada partícula – animada e inanimada– da Criação, um Deus limpo, livre de qualquer artifício.

E, paulatinamente, o vazio sentido desde a infância foi sendo preenchido com conhecimentos. Seria a parte de Deus que habita em mim que me convidava a buscá-lo?

Um pensamento de Margarita Hainzenreder

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