O documento "Leigos e Leigas: participação na vida, missão e decisões da Igreja" reflete a vocação e a corresponsabilidade dos fiéis leigos na Igreja Católica, fundamentada no Concílio Vaticano II e no Código de Direito Canônico. Leigos e leigas têm papel ativo na evangelização e na transformação da sociedade à luz do Evangelho. E com sincera e grande alegria como são edificantes e fecundos os serviços e ministérios do laicato em nossas comunidades, nas pastorais, nos movimentos eclesiais e nos serviços sociais.
Para compreender a grandeza da Vocação Leiga, é preciso retornar à fonte de toda vida cristã: o Batismo. É por meio dele que cada fiel é enxertado em Cristo e tornado participante de sua tríplice missão como sacerdote, profeta e rei. Daínuma Igreja sinodal a necessidadeda superaçãoda percepção equivocada de que os leigos seriam meros colaboradores ou assistentes da hierarquia eclesial.
Três características expressam a identidade e a vocação dos leigos e leigas: por primeiro o Batismo comum: todos os cristãos partilham da mesma dignidade e missão na Igreja pelo Batismo; a Secularidade: o campo próprio de atuação do leigo é o mundo temporal (família, trabalho, política, cultura) e a corresponsabilidade, ou seja,leigas/os não são ajudantes do padre, mas membros ativos com direitos e deveres próprios.
Assim, a sua participação e missão se exprimem igualmente nas três formas de presença da Igreja na sociedade e no mundo: evangelização: levar o Evangelho aos ambientes onde os clérigos não estão presentes no dia a dia; ação social: promover a justiça, a paz, os direitos humanos e a caridade na sociedade; e Testemunho: viver a fé de forma coerente nas realidades ordinárias da vida secular.
Nesse horizonte de participação e comunhão salta aos olhos, nas CEBs-Comunidades Eclesiais de base, o engajamento do laicato na vida, missão e decisões da Igreja. Fica superada a dicotomia de séculos entre padres, que decidem e mandam, e leigossubservientes ao clero. Merece destaque nas CEBs a participação de todos também nas decisões na Igreja. Expressão mais viva são os Conselhos Pastorais.
A participação em Conselhos Paroquiais e Diocesanos de Pastoral é para ajudar no planejamento e nas decisões comunitárias. E isso através da consultoria e voto: em âmbitos específicos previstos pelo direito eclesiástico, os leigos podem emitir pareceres e ocupar funções de liderança administrativa e pastoral (como coordenações e chancelarias);com diálogo e sinodalidade, ou seja, a Igreja atual busca escutar os leigos nos processos sinodais para que suas vozes sejam consideradas nas decisões eclesiais.
O mês de agosto, portanto, é vivido pela Igreja Católica no Brasil como um tempo propício de reflexão, oração e animação vocacional. Ao longo das semanas, a comunidade eclesial voltou o seu olhar para os diferentes chamados com os quais o Espírito Santo enriquece o Corpo de Cristo. E por isso, o quarto domingo deste mês vocacional, a liturgia e a pastoral dedicaram uma atenção especial à vocação de todos os leigos e leigas.
Concluo fazenda minhas as palavras do Papa Francisco: “Os leigos não são os últimos, não são uma espécie de colaboradores externos, nem ‘tropas auxiliares’ do clero. Não! Têm carismas e dons próprios, com os quais contribuem para a missão da Igreja. (…) Não há cristãos de segunda classe. Cada um tem o seu carisma pessoal e até comunitário, e todos são chamados a colocá-lo a serviço do bem comum.”
Para compreender a grandeza da Vocação Leiga, é preciso retornar à fonte de toda vida cristã: o Batismo. É por meio dele que cada fiel é enxertado em Cristo e tornado participante de sua tríplice missão como sacerdote, profeta e rei. Daínuma Igreja sinodal a necessidadeda superaçãoda percepção equivocada de que os leigos seriam meros colaboradores ou assistentes da hierarquia eclesial.
Três características expressam a identidade e a vocação dos leigos e leigas: por primeiro o Batismo comum: todos os cristãos partilham da mesma dignidade e missão na Igreja pelo Batismo; a Secularidade: o campo próprio de atuação do leigo é o mundo temporal (família, trabalho, política, cultura) e a corresponsabilidade, ou seja,leigas/os não são ajudantes do padre, mas membros ativos com direitos e deveres próprios.
Assim, a sua participação e missão se exprimem igualmente nas três formas de presença da Igreja na sociedade e no mundo: evangelização: levar o Evangelho aos ambientes onde os clérigos não estão presentes no dia a dia; ação social: promover a justiça, a paz, os direitos humanos e a caridade na sociedade; e Testemunho: viver a fé de forma coerente nas realidades ordinárias da vida secular.
Nesse horizonte de participação e comunhão salta aos olhos, nas CEBs-Comunidades Eclesiais de base, o engajamento do laicato na vida, missão e decisões da Igreja. Fica superada a dicotomia de séculos entre padres, que decidem e mandam, e leigossubservientes ao clero. Merece destaque nas CEBs a participação de todos também nas decisões na Igreja. Expressão mais viva são os Conselhos Pastorais.
A participação em Conselhos Paroquiais e Diocesanos de Pastoral é para ajudar no planejamento e nas decisões comunitárias. E isso através da consultoria e voto: em âmbitos específicos previstos pelo direito eclesiástico, os leigos podem emitir pareceres e ocupar funções de liderança administrativa e pastoral (como coordenações e chancelarias);com diálogo e sinodalidade, ou seja, a Igreja atual busca escutar os leigos nos processos sinodais para que suas vozes sejam consideradas nas decisões eclesiais.
O mês de agosto, portanto, é vivido pela Igreja Católica no Brasil como um tempo propício de reflexão, oração e animação vocacional. Ao longo das semanas, a comunidade eclesial voltou o seu olhar para os diferentes chamados com os quais o Espírito Santo enriquece o Corpo de Cristo. E por isso, o quarto domingo deste mês vocacional, a liturgia e a pastoral dedicaram uma atenção especial à vocação de todos os leigos e leigas.
Concluo fazenda minhas as palavras do Papa Francisco: “Os leigos não são os últimos, não são uma espécie de colaboradores externos, nem ‘tropas auxiliares’ do clero. Não! Têm carismas e dons próprios, com os quais contribuem para a missão da Igreja. (…) Não há cristãos de segunda classe. Cada um tem o seu carisma pessoal e até comunitário, e todos são chamados a colocá-lo a serviço do bem comum.”
Medoro, irmão menor – padre pecador
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